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Caroline Berticelli / Editora

12 de setembro de 2019 - 00:00

Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:37

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Acusados pela morte de torcedor do Paraná Clube vão a júri popular

Todos os réus são torcedores do Athletico Paranaense, com ligação à torcida organizada Os Fanáticos

Acusados pela morte de torcedor do Paraná Clube vão a júri popular
Diego Henrique Raab Gonciero, de 16 anos, foi atingido por um tiro no rosto. (Foto: Nader Khalil/RICTV)

Os três acusados pela morte de um torcedor do Paraná Clube, em 2012, vão a júri popular a partir da tarde desta quinta-feira (12). A audiência acontece no Tribunal do Júri de Curitiba, no bairro Centro Cívico, e pode durar até quatro dias. (Veja vídeo abaixo)

Juliano Rodrigues, Fábio Marques e Gilson da Silva Teles, todos torcedores do Athletico Paranaense, e ligados a torcida organizada Os Fanáticos, são réus pela morte do adolescente Diego Henrique Raab Gonciero, de 16 anos. Atualmente, todos negam o crime, mas em 2014, Fábio Marques assumiu a autoria do assassinato e negou que tivesse intenção de matar o rapaz

Relembre a morte do torcedor do Paraná Clube

No dia do crime, Diego estava em frente à sede da torcida paranista ‘Fúria Independente’ com inúmeras pessoas, quando um veículo passou e efetuou alguns disparos contra o grupo. A vítima foi atingida por um tiro no rosto. 

Juliano, Fábio e Gilson eram ligados a torcida ‘Fúria Independente’. (Foto: Nader Khalil/RICTV)

As investigações concluíram que os ocupantes do carro eram Juliano, Fábio e Gilson. O revólver usado no crime foi apreendido cerca de um ano depois e estava em nome de Juliano. 

O que diz a defesa dos réus

O advogado Cláudio Dalledone Júnior, que defende dos três acusados pelo morte do torcedor do Paraná Clube, diz ainda que a acusação é falha e apresenta, entre outras coisas, uma falsa perícia nos autos. Em nota, ele também declarou que a “acusação por morte de torcedor do Paraná Clube é fruto de ganância e disputa entre dirigentes de Torcidas Organizadas”. 

 “O que temos é um inquérito canalha, uma falsa perícia, interesses escusos e uma série de ilações que levaram esses homens ao banco dos réus. Porém, a justiça é mansa, o processo repousou e está maduro para entregar a cada um o que é seu. Interesses obscuros, ganância e disputa de poder entre dirigentes de torcidas organizadas moveram esse inquérito, nada mais”, resumiu Dalledone. 

Assista ao vídeo:

O Balanço Geral Curitiba falou sobre o júri popular da morte do torcedor do Paraná Clube.