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Moro pede que manifestantes ‘não venham’ a Curitiba para depoimento de Lula

Redação RIC Mais
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7 de maio de 2017 - 00:00 - Atualizado em 7 de maio de 2017 - 00:00

Segundo o juiz Sérgio Moro, deve-se evitar qualquer tipo de “confusão e conflito” no dia do depoimento do ex-presidente Lula (Foto: Reprodução/Facebook)

“Não venha, não precisa, deixe a Justiça fazer o seu trabalho” disse o juiz Sérgio o Moro em vídeo publicado na rede social

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o juiz federal Sérgio Moro responsável pela Lava Jato na primeira instância, solicitou aos simpatizantes da operação que não compareçam a Curitiba na próxima quarta-feira, dia 10 de maio, data em que está marcado o interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu tenho ouvido que muita gente que apoia a Operação Lava Jato pretende vir a Curitiba manifestar esse apoio”, disse Moro. “Eu diria o seguinte: esse apoio sempre foi importante, mas, nessa data, ele não é necessário”.

Segundo o juiz, deve-se evitar qualquer tipo de “confusão e conflito” e zelar pela segurança das pessoas, para que ninguém se machuque em eventuais discussões nesta data. “O interrogatório é uma oportunidade que o senhor ex-presidente vai ter para se defender, é um ato normal do processo. Nada de diferente ou anormal vai acontecer nessa data, apenas esse interrogatório”, pondera Moro.

Originalmente, o interrogatório de Lula estava previsto para o dia 3 de maio, mas foi remarcado por Moro para 10 de maio, a pedido da Secretaria de Segurança Pública do Paraná e da Polícia Federal. As corporações alegaram necessidade de mais tempo “para providências de segurança” diante de manifestações populares que poderiam ocorrer em Curitiba.

Veja também: Megaoperação de segurança é montada para evitar confrontos durante vinda de Lula

Na ação, Ministério Público Federal sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS entre 2006 e 2012. As acusações contra Lula são relativas ao recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio do tríplex no Guarujá, no Solaris, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, mantido pela Granero de 2011 a 2016.

“A minha sugestão é: não venha, não precisa. Deixe a Justiça fazer o seu trabalho, tudo vai ocorrer com normalidade. Eu espero que todos compreendam”, finalizou Moro, no vídeo. O material foi publicado por volta das 21 horas de ontem e republicado minutos depois na mesma página. Juntos, os dois vídeos já registraram quase 2 milhões de visualizações e mais de 92 mil compartilhamentos. Assista:

Mobilização

Nas redes sociais, grupos apoiadores da operação e pessoas favoráveis a Lula se organizam para fazer manifestação em Curitiba durante o interrogatório. O Movimento Brasil Livre (MBL), que figura entre os grupos mais ativos em apoio a Moro, disse que não está promovendo nenhuma organização oficial de protesto, mas que seus representantes estarão em Curitiba acompanhando a oitiva. A porta voz do movimento Nas Ruas, Carla Zambelli, em declaração pública, também pediu aos seguidores para não irem a cidade, para evitar confrontos.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) disse que não está promovendo a organização de caravanas. Já o grupo Frente Povo Independente usou a internet por meio de um site de financiamento coletivo para garantir o pagamento de dois ônibus fretados rumo a Curitiba. Foram arrecadados R$ 8,5 mil em doações.

Na terça-feira, véspera do depoimento, Lula e apoiadores vão participar de um culto ecumênico na Catedral Metropolitana de Curitiba. Entre os confirmados no ato de apoio e solidariedade ao ex-presidente está a direção nacional do PT, dezenas de deputados, senadores e ex-ministros.

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