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Morador de Pinhais com coronavírus dá detalhes do isolamento: “Comida vem por debaixo da porta”

Lucas
Lucas Sarzi
Morador de Pinhais com coronavírus dá detalhes do isolamento: “Comida vem por debaixo da porta”
Ney Neves está em casa, isolado de toda a família. Foto: Reprodução/RIC Record TV Curitiba.

18 de março de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:51

“Comida vem por debaixo da porta para não passar o vírus adiante”, assim definiu seus dias de isolamento, desde quando descobriu que estava com o novo coronavírus. O depoimento é do jovem Ney Neves, de 27 anos, morador de Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que foi entrevistado com exclusividade pela RIC Record TV Curitiba. A reportagem completa foi ao ar nesta quarta-feira (18), nos programas Paraná no Ar e Balanço Geral Curitiba.

O jovem, que é administrador de empresas e trabalha na Cidade Industrial de Curitiba, contou que tem se sentido cada vez melhor, mas se assustou no começo. “Já me senti pior, os primeiros dias foram mais difíceis, mas agora estou melhor. Isolado no meu quarto”, detalhou, completando que começou a se sentir mal na quarta-feira passada.

“Achei que era uma gripe normal, mas na quinta-feira senti todos os sintomas que já estamos cansados de escutar: dor no corpo, tosse, coriza, tudo isso com o adicional de falta de ar. Quando estava com gripe, não sentia falta de ar e dessa vez senti”, disse Ney Neves.

Na sexta-feira (13) à noite, o rapaz procurou atendimento médico e fez o exame. “O diagnóstico positivo veio no sábado, mas desde o momento em que voltei para a casa eu automaticamente me mantive em isolamento, para evitar passar a doença para quem mora comigo”. Ney, que mora com mais três pessoas, está evitando contato ao máximo.

A entrevista exclusiva com o morador de Pinhais vai ao ar no Paraná no Ar. Foto: Reprodução/RIC Record TV Curitiba.

“Estou realmente afastado, dentro do meu quarto, em isolamento. Tenho tentado não ter contato com ninguém. Até a comida vem por debaixo da porta, justamente para não passar o vírus adiante”.

O rapaz contou que teve dificuldades para fazer o exame. Ele também comentou que é difícil dizer de onde pegou a doença, mas que não viajou e que se lembra de ter tido contato com estrangeiros.

Ney Neves, que está longe do trabalho, também detalhou sobre como tem sido sua rotina, ao menos pelos próximos dias. Veja a reportagem que foi exibida no Balanço Geral Curitiba: