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Mistério sobre a causa da morte de peixes em lago de Londrina chega ao fim

O relatório do IAT aponta para baixa oxigenação da água e presença acima do limite de material orgânico; a origem desse material, no entanto, permanece desconhecida

Ana Clara
Ana Clara Marçal / Estagiária
Mistério sobre a causa da morte de peixes em lago de Londrina chega ao fim
Foto: Eliandro Piva

13 de outubro de 2021 - 14:44 - Atualizado em 13 de outubro de 2021 - 14:45

O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou, nesta quarta-feira (13), o resultado dos testes feitos com a água do Lago Norte de Londrina, no norte do Paraná. Por volta de 17 de setembro, uma grande quantidade de peixes mortos apareceram na superfície. Na ocasião, o local estava com forte mal cheiro e uma substância escura boiava sobre a água.

No dia 21 do mesmo mês, o instituto recolheu amostras das águas para serem analisadas em laboratório. Foram feitos dois tipos de testes: de materiais químicos e orgânicos. O primeiro apresentou resultado dentro do permitido. Já o segundo constatou alteração na presença de materiais orgânicos. O nível de oxigenação da água ainda estava abaixo da normalidade.

Ainda não se sabe a origem desses materiais orgânicos. A principal suspeita é que sejam decorrentes de derramamentos ou despejos irregulares de esgoto. O IAT reforça que segue acompanhando e analisando as águas do lago.

Confira o resultado na íntegra:

“Referente a presença de material estranho e morte de peixes no final de Setembro informamos que conforme relatório de ensaio do IAT – Instituto Água e Terra nº 1923/2021 as águas do Lago Norte coletadas em 21/09/2021 apresentavam baixo valor de Oxigênio Dissolvido – OD (2,98 mg/L O2) e uma elevação da Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO (11 mg/L O2) em relação aos valores esperados para corpos hídricos de Classe III, caso do Lago Norte, conforme Resolução CONAMA 357 de 2005. Essa situação diminui o oxigênio livre utilizado para respiração branquial dos peixes que abaixo de um limiar causa mortandade observada nos dias que se seguiram. Porém, não foi encontrada a fonte de poluição lançadora de matéria orgânica, apesar dos esforços de vistoria, ressaltamos que o acompanhamento continua sendo feito cotidianamente.”