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Ministro do Turismo de Temer pede demissão após ser citado em delação

Redação RIC Mais
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16 de junho de 2016 - 00:00 - Atualizado em 16 de junho de 2016 - 00:00

O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, diz ter pago ao ministro Henrique Alves R$ 1,55 milhão

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) pediu demissão do cargo de ministro do Turismo do governo interino de Michel Temer (PMDB) nesta quinta-feira (16). Ele afirmou, em sua carta de demissão, que pensou muito antes de tomar a “difícil decisão” de deixar o cargo, mas avaliou que “o momento nacional exige atitudes pessoais em prol de um bem maior”. “Não quero criar constrangimentos ou qualquer dificuldade para o governo, nas suas próprias palavras, de salvação nacional”, afirmou, ressaltando que o PMDB foi “chamado para tirar o Brasil da crise”.

O agora ex-ministro disse estar seguro de que “todas as ilações” envolvendo o seu nome serão esclarecidas. “Confio nas nossas instituições e no nosso Estado Democrático de Direito. Por isso, vou me dedicar a enfrentar as denúncias com serenidade e transparência nas instâncias devidas”, disse.

O motivo do pedido de demissão foi a revelação de trechos da delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado ao Ministério Público Federal, no âmbito da operação Lava Jato. 

O ex-presidente da Transpetro diz ter pago a Henrique Alves R$ 1,55 milhão. Alves já estava na mira do governo por conta do acúmulo de notícias negativas contra o peemedebista e interlocutores do presidente em exercício já pressionavam pela sua saída, alegando que a permanência dele no cargo, contrariava a fala de Temer de que, surgindo denúncias, a autoridade atingida deveria pedir demissão do cargo. 

As denúncias de Sérgio Machado, no entanto, atingem grande parte da cúpula do PMDB e até o presidente interino.

Alves ocupou a pasta do Turismo na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff de 16 de abril de 2015 a 28 de março de 2016. Ele destacou que o turismo reúne as melhores condições para ajudar o Brasil a enfrentar o momento difícil que vive. “Esta foi a motivação que me levou a voltar ao comando do Ministério depois de tê-lo deixado por uma questão política, de coerência partidária”, afirmou, ressaltando a importância da pasta para os Jogos Olímpicos.

O ex-ministro agradeceu a Michel Temer pela “lealdade, amizade e compromisso de uma longa vida política e partidária” e disse que estará sempre ao lado do presidente em exercício. “Sabendo que sempre estaremos juntos nessa trincheira democrática em busca de uma nação melhor”, escreveu.

Saída

Henrique Alves é o terceiro ministro da gestão Temer a deixar o cargo. Antes dele, os ministros Romero Jucá, do Planejamento, deixou o cargo dia 23 de maio, e Fabiano Silveira, da Fiscalização, Transparência e Controle, pediu demissão em 30 de maio. As duas quedas também estavam relacionadas à Operação Lava Jato.

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