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Ministério da Saúde admite ineficácia de cloroquina e do “Kit Covid” contra coronavírus

Em um documento apresentado na CPI da Covid, o Ministério da Saúde afirma que os medicamentos defendidos pelo governo federal não tem eficácia comprovada contra o novo coronavírus

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações do UOL
Ministério da Saúde admite ineficácia de cloroquina e do “Kit Covid” contra coronavírus
(Foto: REUTERS/Adriano Machado)

14 de julho de 2021 - 14:03 - Atualizado em 14 de julho de 2021 - 14:05

Em documentos enviados à CPI da Covid, Ministério da Saúde admitiu que os medicamentos que compõem o chamado “kit covid” e são defendidos por Jair Bolsonaro no combate ao novo coronavírus são ineficazes contra o vírus.

“Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados, sendo eles: hidroxicloroquina ou cloroquina, azitromicina, lopinavir/ritonavir, colchicina e plasma convalescente. A ivermectina e a associação de casirivimabe + imdevimabe não possuem evidência que justifiquem seu uso em pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados nessa população”, diz documento.

Segundo o UOL, os medicamentos são usados para tratamento precoce, algo que é defendido por apoiadores do governo. Este tipo de tratamento chegou a ser indicado pelo aplicativo do Ministério da Saúde, TrateCov, em Manaus, no Amazonas, em janeiro, no auge da crise de oxigênio no estado. O aplicativo saiu do ar após a pasta alegar invasão hacker.

Entre os assuntos tratados na CPI, está justamente a apuração sobre a compra de medicamentos do “kit covid” sem eficácia para o tratamento da doença. Além disso, são investigadas a existência de um gabinete paralelo ao Ministério da Saúde que teria influenciado o atraso na compra das vacinas e o favorecimento de laboratórios.

Na lista de testemunhas investigadas por insistirem no uso dos medicamentos estão o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o ex-chefe da comunicação do governo, Fábio Wajngarten, as médicas Mayra Pinheiro e Nise Yamaguchi e o ex-chanceler Ernesto Araújo. Também serão investigados o ex-assessor do Ministério da Saúde Elcio Franco, o conselheiro do presidente Arthur Weintraub, o empresário Carlos Wizard, Franciele Fantinato, Helio Neto, Marcellus Campelo, Paulo Marinho Zanotto, Luciano Dias Azevedo e o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga.

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