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México busca ajuda dos EUA, e AstraZeneca admite atrasos na América Latina

Reuters
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1 de maio de 2021 - 14:44 - Atualizado em 1 de maio de 2021 - 14:44

Por Dave Graham e Adriana Barrera

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) – O presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos provavelmente enviaram ao país cinco milhões de doses da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca, após a empresa admitir que a produção na América Latina passou por vários problemas.

Sofrendo com a produção atrasada da AstraZeneca e escassez de entregas de fornecedoras de vacina estrangeiras, o México pediu mais vacinas aos Estados Unidos, depois de receber inicialmente cerca de 2,7 milhões de doses da AstraZeneca.

“É provável que eles nos ajudem com um empréstimo, enquanto a fábrica da AstraZeneca no México entra em operação”, disse López Obrador, em uma entrevista coletiva.

O Departamento de Estado dos EUA não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.

Em um comunicado enviado à Reuters na sexta-feira, a AstraZeneca disse que lamentava os atrasos, que atribuiu a rendimentos abaixo do esperado dos lotes iniciais de vacina, escassez de suprimentos essenciais e períodos mais longo para cumprir controles internos.

Sob um acordo firmado ano passado, o laboratório mAbxience da Argentina produziria o ingrediente ativo da vacina e o enviaria para ser engarrafado em uma fábrica no México de uma empresa chamada Liomont.

A Argentina enviou carregamentos do ingrediente ativo ao México, mas uma série de aprovações e revisões de reguladores atrasaram a produção comercial da Liomont, que tinha um prazo original para março. A AstraZeneca disse que as entregas das vacinas agora devem começar antes do fim de junho.

Um outro local nos Estados Unidos ajudará a atingir a meta de 150 milhões de doses para a região este ano, excluindo o Brasil, disse a AstraZeneca, com 80% das doses engarrafadas na fábrica mexicana. No Brasil, a vacina será produzida pela Fundação Oswaldo Cruz.

As doses engarrafadas no México devem ser distribuídas ao redor da América Latina e os atrasos afetaram programas de vacinação na região. O governo da Argentina pediu formalmente esta semana um relatório sobre a produção para a AstraZeneca.

A Liomont direcionou o pedido por comentários à AstraZeneca.

No México, os problemas foram agravados por entregas muito menores do que o acordado de doses de Sputnik V da Rússia e um volume abaixo do esperado de vacinas da Pfizer.

(Reportagem Adicional de Lizbeth Diaz)

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