Segurança

Menino de 7 anos morre atropelado por caminhão de material de construção

Caminhoneiro disse que não percebeu que tinha passado por cima da criança e por isso foi embora do local. Mas assim que foi informado do ocorrido, se apresentou à polícia.

Giselle
Giselle Ulbrich com informações da repórter Daniela Servieri, Cidade Alerta Paraná

15 de julho de 2021 - 22:07 - Atualizado em 15 de julho de 2021 - 22:07

O pequeno Elias de Oliveira de Araújo, de 7 anos, morreu esmagado por um caminhão de material de construção, na tarde desta quinta-feira (15). O acidente foi no bairro Tatuquara, em Curitiba, e o caminhoneiro disse que não percebeu que tinha passado por cima do menino. Só uma hora depois é que ele foi informado do que tinha acontecido.

Conforme apuração da repórter Daniela Servieri, da RIC Record TV, Elias e um amiguinho brincavam na rua com algumas pedrinhas amarradas a um fio. Uma delas caiu no meio da rua e Elias foi buscar. Ele se abaixou na rua de chão batido. Neste momento, os funcionários da loja de materiais de construção já tinham concluído a entrega e davam a ré no caminhão para ir embora.

Por mais devagar que o motorista desse a ré, ele não notou a presença da criança embaixo do caminhão e passou com o rodado em cima da cabeça de Elias, que morreu na hora, na frente de sua casa. Como a rua era muito esburacada, ele confundiu o solavanco com alguma irregularidade do chão.

Nenhum adulto viu o que aconteceu. Eles ficaram sabendo porque o amiguinho que brincava com Elias viu tudo e foi contar o ocorrido para sua mãe. Quando forma olhar na rua, o caminhão já tinha até saído dali.

Uma hora

O caminhoneiro afirmou que só ficou sabendo do ocorrido uma hora depois. Imediatamente ele foi para um Batalhão da Polícia Militar, onde explicou o ocorrido e imediatamente os policiais fizeram o bafômetro no motorista, que deu negativo.

Em seguida, foi encaminhado à Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), onde reiterou ao delegado Edgar Santana que não tinha percebido o acidente. O ajudante dele no caminhão confirmou que também não tinha notado o atropelamento.

A princípio, o delegado abriu inquérito policial por homicídio culposo, ou seja, que não teve a intenção de matar. No entanto, ainda serão anexadas diversas provas ao inquérito, como a perícia no caminhão (para comprovar se foi mesmo o caminhão do acidente), o laudo de necropsia do corpo da criança, entre outros exames.

Assista a reportagem de Daniela Servieri: