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Menino com síndrome rara luta por um transplante de medula óssea

Redação RIC Mais
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23 de junho de 2016 - 00:00 - Atualizado em 23 de junho de 2016 - 00:00

Kaique fazendo reposição de imunoglobulina humana (Foto: Arquivo Pessoal)

Kaique é o terceiro paciente no Brasil com a síndrome de híper IgE com deficiência do gene dock 8

Kaique Rodrigues Zanatta tem 10 anos de idade e não pode brincar e se divertir como uma criança normal. Desde bebê ele sofre de uma síndrome rara, que atualmente ataca apenas 30 pessoas no mundo todo, a síndrome de híper IgE com deficiência do gene dock 8. Kaique é o terceiro paciente do Brasil a descobrir a doença.

A síndrome baixa a imunidade de Kaique, deixando-o vulnerável a infecções, alergias, pneumonias e lesões de pele. A única esperança de cura para a criança é um transplante de medula óssea.

Os pais de Kaique, Fernando Zanatta e Sidnéia Rodrigues Zanatta, só conseguiram descobrir o problema do filho em agosto de 2015. “Desde bebê ele tem internações constantes por causa de infecções repetidas. A doença é muito rara e sofremos para conseguir realizar o exame que comprovasse a suspeita da médica”, explicou o pai.

Desde que descobriu a síndrome, Kaique faz reposição mensal de imunoglobulina humana, que repõe anticorpos e ajuda a manter a imunidade em patamares mais altos. “Essa rotina já melhorou bastante a qualidade de vida dele. Agora ele não passa mais tanto tempo internado. Mas a nossa esperança é conseguir um doador de medula pra ele ter uma vida normal como qualquer criança dessa idade”, afirma Zanatta.

Por causa dos riscos de infecções, o menino não pode ir à praia, brincar na areia ou frequentar piscinas. A alimentação também é bastante regrada, já que a síndrome desencadeou uma série de alergias alimentares graves na criança. “Ele tem só 10 anos, a gente sofre em ter que proibir de fazer tantas coisas normais pra salvar a vida dele”, lamenta o pai.

As chances de Kaique conseguir um doador de medula compatível é de 1 em cada 100 mil doadores. Para se cadastrar como doador de medula óssea é preciso ter entre 18 a 55 anos e estar em boas condições de saúde. No momento da doação, são retirados 5ml de sangue e essa amostra vai para um laboratório. O doador é cadastrado no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) do Instituto Nacional do Câncer (Inca). 

Os dados genéticos do doador são cruzados com os dados de pacientes que precisam de um transplante de medula. Se houver compatibilidade genética, a doação pode ser realizada. Para saber os locais de doação de medula em Curitiba e ser um doador clique aqui.

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