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Caroline Berticelli / Editora com informações do Umuarama News

24 de maio de 2020 - 00:00

Atualizado em 1 de julho de 2020 - 16:10

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Menina de 8 anos morta acidentalmente pelo irmão em Mariluz pode ter sido estuprada

O acidente ocorreu neste sábado (23) na residência do avô dos irmãos

Menina de 8 anos morta acidentalmente pelo irmão em Mariluz pode ter sido estuprada
Foto: Reprodução/Umuarama News

Uma menina de 8 anos que morreu após ser atingida por disparos de arma de fogo efetuados por seu irmão, de 9 anos, em Mariluz, no noroeste do Paraná, pode ter sido estuprada. De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe médica que cuidou da criança constatou sinais de abuso anal, com presença de fezes e lesões em orifício.

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) que deverá apontar se o abuso ocorreu ou não deve sair nos próximos dias

Menina é morta pelo irmão em Mariluz

O acidente que vitimou a menor de idade ocorreu na tarde desta sábado (23) na residência do avô das crianças, localizada no bairro Olaria, na zona rural de Mariluz

Segundo o relato do homem, ele estava trabalhando quando foi surpreendido pelo barulho dos tiros. Enquanto corria na direção da casa, crianças que estavam brincando no quintal, entre elas, seus dois netos vieram ao seu encontro e declararam que arma de fogo havia disparado acidentalmente

O avô socorreu a neta e a levou até uma Unidade de Pronto Atendimento, mas a menina, que sofreu ferimentos nas regiões do ombro esquerdo, braço direito e costas, acabou não resistindo devido as perfurações que atingiram seu pulmão e coração.

Arma sem documentação 

À polícia, o homem disse que arma de fogo tem cerca de 20 anos e é uma herança de família, por isso, não possui nenhum documento de origem ou legalidade. A espingarda artesanal, conhecida como ‘puxa-fieira’ foi recolhida pela Polícia Militar, assim como dois tubos de munições que eram usados para carregá-la. 

O avô e uma testemunha foram encaminhados para a delegacia de Cruzeiro do Oeste, na mesma região do Estado. Já o irmão da vítima ficou sob responsabilidade da equipe do Conselho Tutelar para que sua integridade física e psíquica sejam garantidas. Ele também recebeu atendimento psicológico.

O caso é investigado.