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Melo vê circuito aprendendo com erros de exibição e aponta US Open mais cauteloso

Estadão
Estadão Conteúdo

25 de junho de 2020 - 07:00 - Atualizado em 25 de junho de 2020 - 07:00

Um dos tenistas mais experientes do circuito, Marcelo Melo acredita que o mundo do tênis precisa aprender com os erros cometidos nas controversas exibições lideradas pelo sérvio Novak Djokovic na Europa. E aposta que o US Open contará com regras mais rígidas para reduzir as chances de contaminação por covid-19, em agosto.

“Temos de olhar pelo lado positivo. De aprender com os erros que foram cometidos na exibição e que acabam justificando as medidas que estão sendo tomadas para o retorno do circuito em agosto. Agora, o US Open tem ainda mais razão para a adoção das novas regras e que todos sigam isso para jogar”, disse o duplista.

As exibições promovidas pelo número 1 do mundo se tornaram o foco de atenção do mundo do tênis nos últimos dias porque foram realizadas sem qualquer restrição de distanciamento social, em meio à pandemia. Houve aglomeração nas arquibancadas e em eventos de patrocinadores, incluindo o chamado Kid’s Day, quando tenistas interagem com crianças e adolescentes.

Por consequência, quatro tenistas confirmaram a contaminação por covid-19 nos últimos dias. Além do próprio Djokovic, foram infectados o búlgaro Grigor Dimitrov, o croata Borna Coric e o sérvio Viktor Troicki. As esposas dos dois tenistas da Sérvia também deram positivo. O mesmo aconteceu com o técnico Christian Groh e o preparador físico Marko Paniki.

“Mostra que realmente temos de usar as máscaras, de seguir o distanciamento social, limitando as pessoas que estarão lá. Deixar os jogadores alertas de que têm de cumprir as normas, senão pode se repetir o que ocorreu na exibição. Nos Estados Unidos, o protocolo será totalmente diferente. Vamos ficar isolados em um hotel. Também não terá público”, aponta o brasileiro, atual número cinco do mundo nas duplas.

Melo reprovou o formato utilizado pelo torneio de exibição, realizado na Sérvia e na Croácia. “Acho que eles não tiveram a preocupação que hoje o mundo todo está tendo. De usar máscara, de distanciamento social. De repente, o evento poderia ter sido disputado, mas de outra forma, para minimizar os riscos. A exibição foi feita em um mundo que a gente, infelizmente, não está vivendo. Esperamos voltar a essa realidade o quanto antes, mas agora não podemos jogar desse jeito.”

O tenista acredita que a série de contaminações nas exibições não deve afetar o planejamento de retomada do circuito em agosto. A temporada feminina voltará no dia 3 de agosto, em Palermo. Os primeiros jogos masculinos serão em Washington, nos Estados Unidos, no dia 14 do mesmo mês.

Mas admite que o risco de contágio vai exigir maior atenção dos organizadores. Por isso, ele aprovou a redução do tamanho da chave de duplas no US Open, o primeiro Grand Slam a ser disputado após a paralisação do circuito. A competição terá apenas 32 duplas, em vez das tradicionais 64.

“Impossível hoje, pelas condições, realizar uma chave de duplas completa. É preciso reduzir o número de pessoas para poder seguir todo esse protocolo de segurança. Não tem jeito. Difícil agradar a todos, alguns vão sair prejudicados. Mas o melhor é estar reorganizando o torneio, movimentando o tênis”.

O duplista, que forma parceria com o polonês Lukasz Kubot, ainda não definiu qual será o seu calendário no retorno dos torneios. “Eu e o Kubot vamos jogar, com certeza, os torneios dos Estados Unidos e aí conversar para definir quais os torneios, quais os cenários, pois às vezes mudamos um ou outro dependendo do resultado. Não vejo como sacrificante esse circuito. São três torneios, depois a Europa. Mesmo a mudança de piso, vamos ter um intervalo, provavelmente, dependendo do resultado.”

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