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Médico que cuidou de Frankielen Zampoli se emociona ao falar do caso

Redação RIC Mais
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24 de fevereiro de 2017 - 00:00 - Atualizado em 24 de fevereiro de 2017 - 00:00

Dr. Luiz Ernesto Wendler é o entrevistado do Oito em Ponto desta semana (Foto: Carolina Rios)

O profissional revela que o trabalho da equipe, composta por cerca de 50 profissionais, foi fundamental para o resultado positivo

Uma verdadeira operação de guerra. Só que, desta vez, foi uma guerra pela vida. Assim pode ser chamada a mobilização em torno de Frankielen Zampoli, a gestante com morte encefálica que foi mantida viva com ajuda de aparelhos para gerar os filhos gêmeos. O caso, que vem comovendo o país, foi comandado pelo dr. Luiz Ernesto Wendler.

Para chegar a um resultado positivo, o médico – e proprietário do Hospital do Rocio, onde a grávida foi atendida com recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) –, revela que foi preciso contar com uma equipe multidisciplinar de aproximadamente 50 profissionais.

“Enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas… A Frankielen foi envolvendo todo mundo. Com certeza, o trabalho, a dedicação e a estrutura foram preponderantes para que tudo desse certo”, diz ele, sem esconder a emoção de estar envolvido em um trabalho tão grandioso. “É uma satisfação, um sonho realizado que está totalmente ao alcance de qualquer hospital e de qualquer pessoa que esteja nesta situação. Gratificante”, completa, com os olhos marejados.

Wendler também acredita que Deus deu à jovem o propósito de conceber os gêmeos. “O propósito da Frankielen era gerar estas crianças, e ela conseguiu. Além disso, o nome dela deve ser lembrado, pois, antes de morrer do AVC, ela já havia declarado que gostaria de doar os órgãos. Então, a que se deve isso? A Deus, à equipe multidisciplinar, à família dela e à ela (Frankielen)”, concluiu o médico.

O trabalho do hospital

Durante os 123 dias de internação, uma das maiores preocupações do corpo clínico era evitar que Frankielen sofresse qualquer contaminação. “Fizemos de tudo para que ela não pegasse uma infecção”, garante o médico. Além do carinho e da atenção dos especialistas, o processo de desenvolvimento dos bebês só foi possível graças a uma rotina de muitos cuidados. A nutrição e a oxigenação mecânica foram as grandes responsáveis pela manutenção da vida dos gêmeos.

Através de um procedimento chamado alimentação parenteral, água, nutrientes, eletrólitos, sais minerais e vitaminas foram devidamente entregues a Anna e a Asaphe. Musicoterapia, estímulos e muito, mas muito amor também contribuíram para que os irmãos nascessem saudáveis. Eles seguem na UTI Neonatal, onde estão desde que vieram ao mundo e a previsão é que tenham alta médica dentro de 70 dias.

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