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Após médico ser agredido em UPA por paciente com suspeita de coronavírus, secretaria nega acusações sobre falta de EPIs

Agressão aconteceu na tarde desta quarta-feira (8) na UPA do Sítio Cercado, em Curitiba

Guilherme
Guilherme Becker / Editor
Após médico ser agredido em UPA por paciente com suspeita de coronavírus, secretaria nega acusações sobre falta de EPIs
(FOTO: REPRODUÇÃO/ GOOGLE STREET VIEW)

8 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:48

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba se posicionou por meio de nota e também transmissão no Facebook, sobre o episódio do médico agredido dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. Na tarde desta quarta-feira (8), um paciente com suspeita de coronavírus se recusou a ser transferido para o Hospital Evangélico e agrediu um profissional da saúde. Além disso, cuspiu e sujou de sangue outras pessoas.

Após a ocorrência, a SMS, junto com a Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas), repudiou o ato de violência e também o Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) por relacionar a atitude com uma suposta falta de EPIs.

Médico é agredido em UPA

Um médico foi agredido no rosto por um paciente com suspeita de coronavírus na tarde desta quarta-feira (8). Após relatar falta de ar, o homem, de 40 anos, seria encaminhado ao Hospital do Trabalhador, entretanto, o suspeito não aceitou a proposta e agiu com violência. 

Ao se deparar com a cena, o médico, que utilizava uma máscara cirúrgica, tentou controlar o homem, porém, foi atingido com um golpe no rosto. Sangue da vítima e do suspeito ficaram no rosto do médico e também em sua máscara de proteção. Na sequência, o paciente ainda cuspiu contra outros profissionais da saúde e da Guarda Municipal.

Após ser rendido, o suspeito foi encaminhado ao hospital.

Secretaria comenta episódio na UPA do Sítio Cercado

Durante a live diária, que ocorre no Facebook, com a atualização dos dados de coronavírus em Curitiba, a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, comentou a triste agressão contra o médico. Além de se solidarizar com o profissional e com a família, Márcia aproveitou para repudiar uma publicação do Simepar.

De acordo com Márcia, não existe falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) em Curitiba

“Não há falta de EPIs e trabalhamos todos os dias para reabastecer. Recomendamos o uso racional, sim, mas não há falta. Todos nossos profissionais dispõem de máscaras, luvas e aventais”, comentou a secretária.

Por meio de nota, a SMS e a Feas também se posicionaram:

“A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas) informam que já demonstraram ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que seguem todas as normas do Ministério da Saúde para uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), fato comprovado por laudos de inspeção dos Conselhos Regionais de Medicina (CRM-PR) e de Enfermagem (Coren-PR). 

A SMS e a Feas reforçam: não há proibição do uso de EPIs para os colaboradores. Pelo contrário: a fundação vai além das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está fornecendo os equipamentos mesmo em situações em que não seriam necessários, segundo o Ministério da Saúde. Por fim, a SMS e a Feas repudiam a agressão ao médico, se solidarizam com a vítima e lamentam a tentativa da entidade que representa os médicos de relacionar a violência à suposta falta de EPIs.

Trata-se de fato ocorrido durante o atendimento a um paciente – um homem de 40 anos com histórico de transtorno mental – que deu entrada na UPA Sítio Cercado na manhã desta quarta-feira (8/4), com sintomas respiratórios, entre eles, dificuldade para respirar, e que recusou a indicação de internamento.”