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Jovem que matou adolescente com canivete vai a júri popular; “Ele é um monstro”, declara mãe

Mãe e tia da vítima deram entrevista a RICTV | Record PR

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Guilherme Becker / Editor
Jovem que matou adolescente com canivete vai a júri popular; “Ele é um monstro”, declara mãe
Após dois anos do crime, acusado irá a júri popular (FOTO: REPRODUÇÃO/ RICTV PR)

5 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:38

O juiz Thiago Flôres Carvalho proferiu nesta quarta-feira (4), que Allan Romero Feijó, acusado de matar um adolescente com um canivete, vá a júri popular. O crime foi realizado em julho de 2017, em uma estação tubo de Curitiba, e além de tirar a vida de Pedro Felipe Lopes da Luz, de 16 anos, o réu atingiu Gustavo Palma, na mão e braço.

A mãe e a tia de Pedro Felipe conversaram nesta quinta-feira (5) com o repórter Emanuel Pierin, da RICTV | Record PR. As familiares se emocionaram ao relembrar o caso e deixaram claro que querem justiça. “Só Deus sabe o que eu passo, não cicatriza nunca”, conta a mãe.

Acusado vai a júri popular

A Justiça determinou que Allan Feijó vá a júri popular. O jovem, atualmente com 20 anos, responde pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio, em liberdade. Em depoimento prestado em março deste ano, o réu contou que agiu em legítima defesa e que estava defendendo o patrimônio público.

No dia do crime, câmeras de segurança de uma estação tubo, em Curitiba, registraram o momento que o acusado tenta golpear Gustavo Palma, que estaria furando a catraca. Na tentativa de ajudar o amigo, Pedro Felipe entrou na briga e acabou sendo morto com quatro facadas, três no peito e uma nas costas.

Relembre o caso:

Familiares clamam por justiça “espero que ele seja condenado”

“Saudade nunca acaba, choramos todos os dias pela falta do meu filho. Nossa família pede justiça”, o depoimento de Andreia Lopes de Oliveira transmite toda dor que ela sente desde o dia 7 de julho de 2017. O filho, Pedro Felipe foi morto com golpes de canivete no momento que ia ao shopping com a namorada, para almoçar.

“Foi um dia muito triste. Eu recebi a notícia no meu trabalho que meu Pedro tinha sido esfaqueado, eu corri para o hospital, cheguei lá e jamais imaginei que não traria meu filho de volta. Jamais esquecerei”, conta a mãe sobre o dia do crime.

A tia da vítima, Viviane Lopes, revelou que em nenhum momento o acusado procurou a família. A mulher, que divide a dor com os outro familiares, espera que o júri popular condene Allan Feijó.

“Ele é um assassino cruel. Ele matou meu sobrinho com requintes de crueldade. Isso ficou comprovado, pois depois dele matar meu sobrinho, da maneira que foi, ele foi passear no shopping, como se nada tivesse acontecido. A família quer justiça, ele precisa pagar, nada vai trazer a vida do nosso Pedro de volta”, declara Viviane, que ainda ressalto que  ele é uma ameaça a sociedade.

A mãe de Pedro também clama por justiça. “Eu acho que ele é um monstro, porque ele esfaqueou meu filho brutalmente, sem a mínima chance de defesa. Acho que ele é um monstro e a dor que uma mãe sente não tem tamanho”, conta Andrea.

Assista aos depoimentos:

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