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Guilherme Becker / Editor

5 de junho de 2019 - 00:00

Atualizado em 5 de junho de 2019 - 00:00

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Menino que matou irmã com marteladas pediu ferramenta emprestada para vizinhos

Menino que matou irmã com marteladas pediu ferramenta emprestada para vizinhos
Adolescente que matou irmã com marteladas teria pego ferramenta emprestada de vizinho (FOTO: REPRODUÇÃO/ RICTV PR)

O adolescente, de 14 anos, que matou a irmã com marteladas no início da tarde de terça-feira (4), em São José do Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, teria pego a ferramenta emprestada com vizinhos, segundo testemunhas.

Vizinhos contaram à RICTV Curitiba | Record PR que ouviram os dois discutindo na parte da manhã, mas as agressões só começaram após o meio-dia.

Mata irmã com marteladas

Segundo o Corpo de Bombeiros, o jovem desferiu várias marteladas na cabeça da irmã de 12 anos durante uma briga. Durante a confusão, ele também agrediu a própria mãe para, na sequência, pular pela janela do apartamento da família, no quarto andar.

A menina chegou a ser socorrida pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), mas morreu dentro da ambulância, antes de chegar no hospital.

A mãe e o jovem, autor das agressões, seguem internados em observação no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba.

Vizinhos comentam sobre a relação entre irmãos

De acordo com moradores do condomínio, o casal de irmãos demonstrava uma parceria. Há dois anos no local, a mãe e os dois filhos levavam uma vida sem incomodar os outros.

“Eles tinham uma relação excelente, tanto que muitas das vezes que eles desciam juntos, desceram rindo, brincando, não tinha nada. Eu acho que foi mesmo um surto”, disse uma pessoa, que não quis se identificar.  

Moradores relatam momentos do crime

Segundo moradores do condomínio, o jovem que cometeu as agressões pegou o martelo emprestado de um vizinho. “Eu fui na cozinha peguei o martelo e trouxe para ele, entreguei na porta, ele não entrou, ficou na soleira da porta. Ele falou ‘é pequeno’, eu pensei de certo ele vai querer um de cabo comprido”, conta uma senhora.

Pelos barulhos que os vizinhos escutaram, o irmão só parou de agredir a irmã quando o martelo quebrou. “Pelo que a gente ouviu, ele só parou de bater quando o martelo quebrou”, conta uma moradora que falou com o menino após o crime.

“Ele pedia ‘pelo amor de Deus que ajudassem a irmã. Ele não falava coisa com coisa. Aí, quando ele começou, dava uma pausas, e ele contava o que ele realmente fez. Ele mesmo falou que ele machucou, que ele fez coisa errada”, relata.

Assista a reportagem do Balanço Geral: