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Manvailer não deve sair da cadeia antes de 20 anos de reclusão

Manvailer não deverá sair da cadeia antes de 2/3 de reclusão. Ele já está preso há dois anos e nove meses na Penitenciária Industrial de Guarapuava.

Redação RIC Mais
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Manvailer não deve sair da cadeia antes de 20 anos de reclusão
(FOTO: REPRODUÇÃO/ RECORD TV)

10 de maio de 2021 - 21:27 - Atualizado em 10 de maio de 2021 - 22:09

O biólogo Luis Felipe Manvailer, condenado a 31 anos, 9 meses e 18 dias pela morte da advogada Tatiane Spitzner nesta segunda-feira (10), no Tribunal do Júri de Guarapuava, não deve sair antes de 20 anos de pena na cadeia.

Conforme o advogado criminalista Marcelo Campelo, colunista do RIC Mais, não é possível saber com precisão quando Manvailer deixará a cadeia. “Porém mesmo que ele trabalhe, estude, leia bastante e seja muito disciplinado, ele não deve sair com menos de 2/3 da pena. Isso vai dar pelo menos 20 anos de reclusão”, analisa o criminalista, considerando ainda a brutalidade do crime.

Luta contra o feminicídio

A condenação era esperada tanto pela família Spitzner quanto pelo assistente de acusação, o advogado Gustavo Scandelari, que considera o resultado um marco na luta contra o feminicídio.

“A sentença de condenação é uma satisfação à família de Tatiane Spitzner. É um recado claro da sociedade guarapuavana e de todos os cidadãos e cidadãs brasileiras contra a violência de gênero e todas as formas de violência doméstica”, afirma Scandelari.

Manvailer se negou a responder aos questionamentos do Ministério Público e da assistência de acusação. Mesmo assim, o réu foi condenado. “Os jurados entenderam claramente que era um caso de condenação, baseado em muitas provas. O Poder Judiciário atribuiu uma pena proporcional, justa, e ficará registrado para que motive cada vez mais ações, para que encoraje pessoas a denunciarem casos de violência contra às mulheres”, encerra o advogado.

Júri pode ser anulado?

Na saída do Tribunal do Júri, Dalledone afimrou que vai recorrer da decisão. “A votação foi apertada, voto a voto. Mas iremos entrar com recurso no Tribuna de Justiça, por entender que decisão foi manifestamente contrária à prova dos autos. Vamos buscar a reversão dessa decisão”, disse o defensor de Manvailer, que vai tentar discutir não só a pena, como um novo julgamento.

Dalledone ainda acredita que Manvailer poderá ser removido a Curitiba, para ficar perto da família. Como o biólogo tem formação superior, ele deverá ficar recolhido no Complexo Médico Penal (CMP), em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, mesmo local onde vários presos da Operação Lava jato ficaram reclusos.

Apesar da possibilidade de anulação existir, o colunista do RIC Mais, Marcelo Campelo, considera a possibilidade remota. Ele explica que qualquer recurso que a defesa de Manvailer tente agora, não será para discutir a decisão do júri, que é plena. E sim, para discutir se houve ou não algum problema no julgamento.

Diante disto, a defesa do biólogo pode entrar com apelação no Tribunal de Justiça do Paraná, ou, conforme o teor da apelação, subir recurso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou Superior Tribunal Federal (STF). A defesa já afirmou que vai entrar com recurso.