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Mais pessoas podem morrer se Trump impedir cooperação sobre pandemia, diz Biden

Reuters
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Mais pessoas podem morrer se Trump impedir cooperação sobre pandemia, diz Biden
Presidente eleito dos EUA Joe Biden

16 de novembro de 2020 - 19:44 - Atualizado em 16 de novembro de 2020 - 19:45

Por Trevor Hunnicutt e Doina Chiacu

WILMINGTON, Delaware/WASHINGTON (Reuters) – O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta segunda-feira que mais pessoas podem morrer se o atual presidente Donald Trump continuar a impedir os esforços para planejar a transição de poder enquanto o quadro da pandemia se agrava no país, e acrescentou que não vai hesitar em se vacinar. 

Biden também afirmou que líderes empresariais e sindicais já sinalizaram disposição para cooperar na recuperação da economia norte-americana dos impactos da pandemia, mas ressaltou que primeiramente a Covid-19 precisa ser controlada, e pediu que o Congresso aprove um novo projeto de auxílio.

O democrata eleito presidente dos EUA fez um discurso e respondeu perguntas de jornalistas em Wilmington, no Delaware, após se consultar com um grupo de CEOs de grandes empresas e líderes trabalhistas na segunda-feira. 

Ele saudou as notícias de avanços no desenvolvimento de uma vacina para a Covid-19. 

Biden disse que executivos e líderes sindicais estavam “prontos para se unirem” e que “a união era surpreendente”.

Biden herdará uma economia que sofreu milhões de perdas de empregos durante a pandemia, que já matou mais de 246 mil pessoas nos Estados Unidos. Os casos de Covid-19 estão disparando enquanto Biden se prepara para tomar posse no dia 20 de janeiro.

“Estamos entrando em um inverno muito sombrio. As coisas vão ficar muito piores antes de ficarem mais fáceis”, disse Biden sobre a pandemia.

Em resposta a uma pergunta sobre as consequências do governo Trump não cooperar com a equipe de transição de Biden no combate à pandemia, ele disse: “Mais pessoas podem morrer se não coordenarmos a cooperação”. 

“Enquanto lutamos contra a Covid, temos de nos certificar de que empresários e trabalhadores tenham as ferramentas, recursos e a orientação nacional e os padrões de segurança e saúde para operar de maneira segura”, acrescentou Biden. 

Biden afirmou que seria muito mais fácil para a transição presidencial se Trump cooperasse, e disse sobre a recusa de Trump em admitir a derrota: “Eu acho que isso é mais uma vergonha para o país do que debilitante para minha habilidade de começar a trabalhar”. 

Biden pediu cooperação suprapartidária contra a pandemia e ainda solicitou que o Congresso aprove projetos de lei de ajuda para a pandemia. Negociações sobre tais projetos estão paralisadas por meses, desde antes das eleições do dia 3 de novembro. 

Biden disse que o coronavírus continua a se espalhar “quase inabalável” e afirmou que os governadores estaduais eram quem estavam intensificando as medidas de combate. 

Sobre outros assuntos econômicos, Biden disse que planeja buscar uma “estrutura fiscal mais justa” para que empresas paguem sua porção justa e acrescentou que almeja um salário mínimo de 15 dólares por hora em todo o país. Biden falou que nenhum contrato governamental será concedido a empresas que não fabricam seus produtos nos Estados Unidos. 

(Reportagem de Trevor Hunnicutt, em Wilmington, e Doina Chiacu, em Washington; Reportagem adicional de Susan Heavey, Jan Wolfe, Jason Lange, David Shepardson, John Whitesides, David Morgan, Julie Steenhuysen, Michael Erman, Tom Hals e Daniel Trotta)

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