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Mãe e filha mortas em Cascavel: padrasto teria envenenado bebê com mamadeira ‘batizada’

Mãe e filha foram encontradas mortas dentro de casa na tarde desta quarta (11); o namorado da jovem confessou o crime

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Caroline Berticelli / Editora
Mãe e filha mortas em Cascavel: padrasto teria envenenado bebê com mamadeira ‘batizada’
A criança estava sem vida dentro do berço há pelo menos 24 horas. (Foto: Montagem/RIC Mais)

12 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 16:32

O homem que matou mãe e filha em Cascavel, no oeste do Paraná, pode ter envenenado o bebê, de nove meses, com medicamentos controlados, segundo a delegada Raísa de Vargas Scariot, da Delegacia de Homicídios. No entanto, a suspeita só poderá ser confirmada após o resultado de um laudo pericial que será feito em Curitiba.

As duas foram sepultadas no início da tarde desta quinta-feira (12). Veja também: Mãe e bebê fora assassinados dentro de casa em Cascavel

“Com relação a criança, é importante mencionar que a criança não tinha sinais de violência, porém, ele [Alif] relata que teria dado um mamá para essa criança e nós acreditamos que a criança tenha morrido por ingestão medicamentosa. Então, havia sinais de que havia medicamentos de uso controlado macetados e que possivelmente, eles foram diluídos no leite e ele teria dado esse alimento para a criança que veio a óbito após a ingestão”, explica Scariot.

Mãe e filha mortas em Cascavel foram encontradas por amiga da vítima 

Silvia Caroline França, de 25 anos, e sua filha foram encontradas mortas dentro da casa que viviam junto com o principal suspeito pelo crime, Alif Ferreira de Lima, 25 anos, na tarde desta quarta-feira (11), por uma amiga que foi até lá. 

De acordo com o pai de Silvia França, que é um policial militar aposentado, a filha e a neta moravam há poucos dias em uma quitinete e a jovem não havia informado o endereço aos familiares. Preocupado, ele entrou em contato com uma amiga da filha, pediu que ela fosse visitá-la e desse notícias de ambas.

O padrasto fugiu do local antes que a amiga encontrasse os corpos. (Foto: Leandro Souza/RICTV)

Por isso, na tarde desta quarta, a garota foi até a casa de Silvia, mas acabou atendida pelo namorado na vítima. Ele declarou que mãe e a bebê estavam dormindo e a jovem foi embora. O pai estranhou a situação e solicitou que ela voltasse ao local, e insistisse para ver as duas. Foi nessa segunda visita, que Alif se mostrou nervoso, informou que precisava sair e deixou a jovem sozinha. Logo, ela entrou e se deparou com mãe e filha mortas

Vítimas estavam mortas há cerca de 24 horas

Silvia estava no chão do banheiro e apresentava um ferimento severo na região do pescoço. O local estava repleto de sangue e com sinais de luta corporal. Conforme o tenente Eduardo Noviski, do Corpo de Bombeiros, que atendeu a ocorrência, a jovem foi morta por “enforcamento e esganadura”. Já o bebê já foi encontrado morto dentro do berço.

Silvia apresentava um ferimento no pescoço. (Foto: Leandro Souza/RICTV)

Ainda segundo Noviski, mãe e filha foram assassinadas pelo menos 24 horas antes do crime ser descoberto. “É uma quantidade de tempo um pouco maior porque já apresentava rigidez cadavérica, ou seja, é questão de pelo menos um dia”. 

Padrasto confessa que matou enteada e companheira 

Alif foi preso em flagrante ainda na tarde de quarta, após ser localizado na casa de sua mãe, no bairro Brasília, em Cascavel. 

De acordo com a delegada, durante o depoimento, ele manteve silêncio, mas, horas antes, já havia admitido que matou mãe e filha para alguns policiais. “Ele estava acompanhado de advogado e o advogado orientou que ele não respondesse às perguntas formuladas, de maneira que ele permaneceu em silêncio. Todavia, para os policiais militares, informalmente, ele acabou confessando o crime”, explicou Scariot. 

Caderno encontrado na casa comprova crime

A polícia localizou – dentro da residência – um caderno com várias páginas escritas por Alif. Nelas, ele admite que matou a namorada e a enteada por um motivo fútil e que tinha a intenção de tirar a própria vida na sequência.  “No local foi localizado um caderno que estava aberto com uma espécie de carta, na qual ele relata que teria cometido o crime, ele relata que ele seria um monstro, ele pedia perdão pelo crime que ele cometeu e ainda relata que teria intenção de cometer suicídio tomando diversos medicamentos que estariam na residência. Ele relata que teve uma discussão por motivo banal e que acabou perdendo a cabeça”, disse. 

 

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