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Mãe e enteada tramaram morte de professor universitário pelo WhatsApp

Redação RIC Mais
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3 de junho de 2016 - 00:00 - Atualizado em 3 de junho de 2016 - 00:00

Mãe e filha, de 17 anos, mataram professor universitário por motivos financeiros. (Foto: Divulgação/Polícia Civil – Reprodução/Facebook)

A jovem de 17 anos chega a dizer à mãe que tinha marcado manicure para fazer as unhas. “Já que a gente vai ter enterro.”

Mensagens do aplicativo WhatsApp recuperadas pela Polícia Civil nos celulares das envolvidas mostram que a advogada Milene Estácio da Silva, de 36 anos, pressionou a filha de 17 para assassinar o padrasto, o professor universitário Milton Taidi Sonoda, de 39, em São Carlos, no interior de São Paulo.

“Leve a faca para afiar, leve umas três. A partir de amanhã acabou tudo. Leve o negócio pra afiar”, mandou a mãe, em uma das conversas. O conteúdo das mensagens foi divulgado nesta sexta-feira, 3.

Sonoda foi morto pela enteada no dia 18 de maio com três facadas no abdome. Ele foi dopado com sedativos antes do crime. A adolescente assumiu a autoria do crime, e a mãe alega que apenas ajudou a filha a se livrar do corpo. As conversas comprovam que a morte foi planejada pelas duas por motivo financeiro. Sonoda estaria gastando as economias da família na reforma de uma casa, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, para onde se mudariam.

O professor tinha mestrado em Física pela Universidade de São Paulo (USP) e acabara de assumir aulas na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). “O Milton saiu com R$ 700, o último suspiro que eu tinha. Ele não pode viajar amanhã, porque senão nossos planos terão que ser adiados. As contas estão bombando na minha cabeça, enquanto isso o Milton só pensa em gastar R$ 1,6 mil de mármore”, disse a mulher em mensagem para a filha. “Como o Milton é chato! Mas tudo isso vai acabar amanhã! Amanhã mesmo!”, respondeu a jovem. A mãe assentiu: “Tomara! Tô de saco cheio!”

As conversas, recuperadas com autorização judicial, mostram que mãe e filha planejavam o crime havia dois meses, segundo a Polícia Civil. A filha chega a dizer à mãe que tinha marcado manicure para fazer as unhas. “Já que a gente vai ter enterro.”

A advogada deixou claro que a filha, menor de idade, tem de assumir o crime sozinha. “Se acontecer da polícia chegar até você, não tenha medo. Mas não põe eu no meio. Eu pegaria mais de 30 anos de cadeia.”

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