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“Eu só desejo uma morte lenta e bem cruel pra ele”, diz mãe de criança morta pelo pai

A pequena Isabela, de apenas 3 anos, morreu após ser agredida com uma barra de ferro; o pai foi preso pelo Nucria

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

5 de dezembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:09

A mãe da pequena Isabela que, segundo a polícia, morreu após ser agredida pelo próprio pai com uma barra de ferro concedeu uma entrevista à RIC Record TV. Durante a conversa, a jovem explicou porque não vivia com a filha e declarou que jamais vai perdoar o ex-marido pelo o que ele fez. (Assista reportagem completa abaixo)

Conforme o relato da mãe, que preferiu não de identificar, ela vivia um relacionamento abusivo com Jhoseffer Fernando e após se separar, tentou ficar a guarda da filha, mas além de ser ameaçada de morte pelo ex-companheiro, também não obteve a autorização da Justiça. “Ele chegava bêbado, ele só saia. Ele chegava muito agressivo e aí eu não queria mais, aí eu procurei sair. Falaram que eu abandonei ela, mas eu fui atrás dela. Eu dei entrada na guarda, então, eu nunca abandonei ela, eu sempre fui atrás dela”, disse. 

Ela ainda contou que logo após fim do casamento, podia ficar com a filha em finais de semana alternados, mas desde o fim de 2017, foi privada e não podia nem mesmo visitar a criança. Por esse motivo, ela não fazia ideia do pesadelo pelo qual Isabela vinha passando ao lado do pai. “Eu não sabia que ela já tinha sido internada por agressão, ma falaram que ela tava com anemia. Eu fiquei sabendo tudo quando o Conselho Tutelar veio até mim”, contou. 

Por fim, a mãe de Isabela desabafou e afirmou que deseja o pior para o ex-marido e suspeito de ter causado a morte da filha:

 “Eu só desejo uma morte lenta e bem cruel pra ele porque é só o que ele merece”, disse mãe de criança morta pelo pai.

Entenda o caso

Isabela deu entrada no Hospital Pequeno Príncipe, na última terça-feira (3), em coma, com diversos hematomas pelo corpo e traumatismo craniano. Jhoseffer Fernando foi preso no mesmo dia pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria). Na noite desta quarta-feira (4), a criança não resistiu aos ferimentos e morreu. 

Segundo a delegada Ellen Martins, ele nega que tenha agredido a filha, mas nos últimos três meses foram registrados três boletins de ocorrência contra ele por agressões em Isabela: 

  • um em 10 de outubro de 2019;
  • outro em 12 de novembro; 
  • e 3 de dezembro, dia que ela chegou em coma ao hospital. 

Além disso, a própria esposa e madrasta da criança que morreu declarou que o homem costumava espancar a filha e vizinho também testemunharam que as surras eram recorrentes e a criança já havia desmaiada pelo menos duas vezes de tanto apanhar do pai.

A conselheira tutelar que acompanhava o caso de Isabela terá que prestar depoimento à Polícia Civil para explicar porque a criança foi entregue ao pai, depois que uma médica que atendeu Isabela no início de novembro solicitou que menina fosse mantida longe Jhoseffer. 

“No dia 6 de novembro, foi registrado um boletim de ocorrência no Nucria, informando o internamento dessa criança, que ficou por volta de 12 a 13 dias internada. Na época, foi por uma questão também de anemia muito forte e foi dito aqui pela madrasta que o pai que alimentava a criança e só dava bolacha e leite. E a criança, portanto, com três anos de idade precisa de mais alimento pra se fortificar. A médica que atendeu solicitou ao Conselho Tutelar que não devolvesse a criança para o pai e o Conselho Tutelar diante de suas atribuições, ele entendeu que poderia sim ser entregue ao pai, naquele momento”, explicou a delegada. 

Assista à reportagem completa:

A RIC Record TV conta todos os detalhes sobre o caso.

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