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Mãe abandona filho em escola por falta de dinheiro: ‘não me julguem’

Redação RIC Mais
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21 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 21 de fevereiro de 2019 - 00:00

Mãe deu entrevista aos prantos a RICTV | RECORD TV (Foto: reprodução Diego Lima, da RICTV | RECORD TV)

Ao chegar na escola para entregar o filho, a mãe informou ao local que teria que ser de forma definitiva, já que, segundo ela, a família enfrenta problemas financeiros

De forma desesperada e em ato corajoso, uma mãe abriu mão do filho após alegar que não tem condições financeiras de cuidar da criança. O caso aconteceu nesta quarta-feira (20), em Maringá, na zona norte da cidade, no noroeste do Paraná. Além do filho de oito anos, a mulher está grávida de dois meses e já tem mais uma criança de um ano. 

Entregou o filho na escola

O que era para ser um dia normal acabou em tristeza para uma mãe e o filho mais velho, de oito anos. Ao chegar na escola para entregar o menino, ela informou ao local que teria que ser de forma definitiva, já que, segundo ela, a família enfrenta problemas financeiros. Além disso, a mãe alegou que tem depressão, e que não tinha condições de cuidar das três crianças. 

De acordo com informações do conselheiro tutelar Jesiel Carrara, a mulher foi até o Conselho Tutelar acompanhada da diretora da escola após deixar a criança na instituição. “Ela informou a diretora que não tinha mais condições psicológicas e financeiras, e que está em um momento de instabilidade social para oferecer cuidados para esta criança”.

Pai biológico não foi encontrado 

Segundo Carrara, o conselho tentou realizar contato com o pai biológico da criança, mas ele não foi localizado. Além disso, não existe na cidade nenhum outro familiar da mãe que possa auxiliar nos cuidados da criança. “Devido a situação, optamos pelo acolhimento institucional do menino”.

A partir de agora, o desabrigamento da criança vai depender de um juiz, e o menor pode ser requerido por algum familiar ou encaminhado a uma família acolhedora.

Mãe também sofreu abandono

O conselheiro tutelar contou em entrevista que a mãe já teve na sua adolescência uma passagem pelo abrigo municipal. “Ela já teve algumas complicações no âmbito social familiar, e que hoje está refletindo também na vida do seu filho”. 

Aos prantos, a mãe da criança também deu entrevista ao Balanço Geral Maringá, e afirmou que está com o coração despedaçado. “Foi muito difícil. Eu to despedaçada por dentro por não poder ajudar meu filho. Eu não tenho uma estrutura para poder manter ele bem. Foi muito difícil pra mim deixar ele lá sozinho”.

Desempregada e grávida de dois meses

Desempregada e grávida de dois meses, a mulher conta como explicou ao filho a situação. “Cheguei lá e ele veio assim e me abraçou, e eu falei a ele que ele teria que se afastar de mim um pouquinho até que eu conseguisse a casa. Ele me abraçou e chorou para que eu não deixasse ele lá. Para que não abandonasse ele”.

Ela, que vive de favor na casa de uma irmã, relata que está dependendo dos outros. “Meus filhos estão dependendo dos outros. Não tenho dinheiro para nada. Nem para comprar a fralda da minha filha direito”.

Em uma situação bastante delicada, a mãe pede para que as pessoas não a julguem. “Eu só quero que não me julguem. Me condenaram bastante. As pessoas não sabem o que está acontecendo”. Para ela, o ato foi pensado com amor. 

Pede ajuda

Há dois anos a mulher conta que perdeu tudo. De acordo com ela, o ex-companheiro colocou fogo na casa onde morava, e ela perdeu tudo. “Tem muita gente que vem e aponta pedras. Eu não tenho ânimo pra nada. Só choro. Minha cabeça está virada”.

Por último, a mãe suplica por ajuda e agradece também a todo apoio que tem recebido das pessoas. “Vou lutar até o último dia pelos meus filhos. Vou terminar minha casa e vou ter meu filho de volta”, finaliza. 

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