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Louisville pagará US$12 milhões em acordo judicial após morte de Breonna Taylor pela polícia

Reuters
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Louisville pagará US milhões em acordo judicial após morte de Breonna Taylor pela polícia
Tamika Palmer, mãe de Breona Taylor, durante processo judicial

15 de setembro de 2020 - 20:59 - Atualizado em 15 de setembro de 2020 - 21:00

Por Maria Caspani e Jonathan Allen

(Reuters) – A cidade de Louisville, no Estado norte-americano de Kentucky, vai pagar 12 milhões de dólares à família de Breonna Taylor, uma mulher negra morta pela polícia durante operação em seu apartamento, para encerrar um processo judicial por homicídio culposo, disse o prefeito Greg Fischer nesta terça-feira.

O acordo é um dos maiores do gênero na história dos Estados Unidos, onde os departamentos policiais muitas vezes são protegidos de pagar indenizações por mortes ocorridas sob sua custódia.

A medida não admite explicitamente irregularidades cometidas pela cidade, mas será acompanhada por reformas no Departamento da Polícia Metropolitana de Louisville, incluindo a exigência de que os comandantes aprovem mandados de busca antes que estes sejam submetidos a um juiz, afirmou Fischer em uma entrevista coletiva.

Nenhum policial foi acusado criminalmente pela morte de Taylor, mas o procurador-geral de Kentucky, Daniel Cameron, um político negro do Partido Republicano, deve apresentar o caso a um grande júri nesta semana, segundo a imprensa local.

“Lamento profundamente a morte de Breonna”, disse Fischer, que é branco, a repórteres. “Meu governo não está esperando para avançar com as reformas necessárias para evitar que uma tragédia como essa volte a acontecer.”

A morte de Taylor, ao lado da de George Floyd, homem negro morto por um policial branco de Mineápolis que ajoelhou em seu pescoço, deu origem a um dos maiores protestos da história dos EUA, com manifestações diárias em diversas cidades desde então.

O prefeito foi acompanhado pela família de Taylor e por ativistas locais, que disseram saudar o acordo, mas também exigiram que os policiais envolvidos no caso enfrentem acusações criminais.

(Reportagem de Nathan Layne em Wilton, Connecticut, e Jonathan Allen e Maria Caspani em Nova York)

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