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Lira turca oscila com força com intervenção de BC e fala de presidente

Reuters
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Lira turca oscila com força com intervenção de BC e fala de presidente
Notas de lira turca em casa de câmbio de Ancara

1 de dezembro de 2021 - 09:00 - Atualizado em 1 de dezembro de 2021 - 09:00

Por Tuvan Gumrukcu e Ezgi Erkoyun

ISTAMBUL (Reuters) – A lira turca flutuava acentuadamente perto de uma nova mínima recorde nesta quarta-feira, depois de o banco central dizer que interveio no mercado devido a preços “não saudáveis”, enquanto o presidente Tayyip Erdogan intensificou sua estratégia pré-eleição de fortes cortes de juros.

As negociações voláteis em meio à baixa liquidez se deram depois que a moeda registrou em novembro seu segundo pior mês da história, pressionada pela defesa de Erdogan de forte afrouxamento monetário apesar da inflação e das críticas generalizadas.

O banco central, que Erdogan reformou e pressionou este ano, disse em comunicado que interveio “diretamente” no mercado “através de transações de venda devido a formação não saudável de preço nas taxas de câmbio”.

A lira, que mais cedo chegou a enfraquecer a 13,87 por dólar, se recuperou a 12,42, um rali de mais de 8% no dia. Mais tarde o movimento perdeu força e a lira estava em 13,25.

A lira caiu para mínima recorde de 14,0 por dólar na terça-feira, depois que Erdogan defendeu sua política econômica e com o dólar se beneficiando de comentários “hawkish” (inclinados a aperto monetário) do Federal Reserve.

Então, pela sexta vez em duas semanas, Erdogan afirmou seu compromisso com juros baixos novamente em discurso nesta quarta-feira, dizendo aos turcos para agirem com razão e evitar o pânico, além de prometer resolver a inflação rapidamente.

“A Turquia abandonou a política monetária baseada em juros altos que fez com que vários países em desenvolvimento permanecessem estagnados”, disse a ele a parlamentares de seu Partido AK.

“Em vez disso, passamos para uma estratégia de crescimento buscando investimentos, emprego, produção e exportações”, completou. “Juros são um mal que tornam os ricos mais ricos e os pobres mais pobres.”

(Reportagem adicional de Ece Toksabay e Rodrigo Campos em Nova York)

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