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Lira diz que turbulência faz parte da democracia e defende foco no combate à pandemia

Reuters
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Lira diz que turbulência faz parte da democracia e defende foco no combate à pandemia
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira

19 de fevereiro de 2021 - 17:31 - Atualizado em 19 de fevereiro de 2021 - 17:35

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta sexta-feira, que turbulência faz parte da democracia e defendeu foco no combate à crise do coronavírus, ao abrir sessão que decidirá se o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) continua preso por ofensas e ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e à corte.

Lira se disse um ferrenho defensor da inviolabilidade do exercício parlamentar, mas argumentou que acima de qualquer outra está a “inviolabilidade da democracia”. O presidente da Câmara acrescentou, ainda, que a grande maioria da Casa respeita o STF, “instituição máxima do Judiciário brasileiro”, e lembrou que o país precisa se concentrar nas medidas de enfrentamento da crise do coronavírus.

“Neste momento de enorme aflição do povo brasileiro, clamo para que superemos o quanto antes este impasse”, disse Lira, em pronunciamento logo ao abrir a sessão.

“Temos de dirigir nossas energias políticas para os problemas urgentes que aguardam soluções imediatas”, defendeu, referindo-se aos efeitos da crise social e econômica causada pela pandemia.

Para o deputado, o episódio envolvendo Silveira “servirá também como um ponto de inflexão para o modo de comportamento e de convivência internos”.

“Os momentos de turbulência são da própria natureza da democracia, mas uma democracia sólida é e será sempre mais forte do que todas as turbulências.”

“Aos que têm responsabilidade, essa intervenção extrema sobre as prerrogativas parlamentares deve ser o que foi: um ponto fora da curva”, completou.

O presidente da Câmara aproveitou para anunciar a criação de uma comissão extraordinária pluripartidária para propor alterações legislativas “para que, nunca mais, Judiciário e Legislativo corram o risco de trincarem a relação das duas instituições”.

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