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Líderes do PCC usavam Wi-fi da penitenciária em Piraquara para dar ordens

Redação RIC Mais
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20 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 20 de novembro de 2018 - 00:00

Líderes do PCC presos na PEP usavam Internet da penitenciária. (Foto: Taís Santana/RICTV Curitiba)

A PF também descobriu que as fuga em massa da PEP, ocorrida em setembro deste ano, na verdade, resgatou os presos errados; os líderes do PCC eram os verdadeiros ‘alvos’

Uma das descobertas feitas durante as investigações da Operação Pregadura – deflagrada pela Polícia Federal (PR) nesta terça-feira (20) –  foi de que nove líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) presos na Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP), na Região Metropolitana de Curitiba, usavam o Wi-fi da própria PEP para dar ordens aos seus soldados do crime. Ao todo, 13 integrantes da facção,  que estavam detidos no local, foram transferidos para outros presídios de segurança máxima. 

Durante a coletiva de imprensa realizada pela PF, na tarde desta terça, os policiais também revelaram que fuga dos 28 detentos da PEP em setembro deste ano, na verdade, não passou de um plano de resgate – desses mesmos líderes – que deu errado. (Entenda abaixo)

Presos usam Wi-fi da Cadeia

De acordo com a PF, pela Internet eles mantinham contato com outros criminosos e até organizavam tribunais do crime on-line para julgar outros integrantes da facção. Além do Wi-fi, os nove líderes presos da PEP também usavam bilhetes para comandar o comércio de drogas e armas, determinaram rebeliões e até a morte de agentes penitenciários.”Os bilhetes são dos mais variados, você tem desde autorizações para utilização de armas de fogo para ataques a facções rivais, cobrança de dívidas – nesses casos tivemos diversas ligações em que os próprios integrantes da facção têm punição como quebra de membros e espancamento. Os chefes da facção acompanham esse espancamento por telefone para saber se foi cumprida a missão”, explicou Martin Purper, delegado federal.

Resgate de presos errados na PEP

Carros foram incendiados pelos bandidos durante o resgate de presos na PEP. (Foto: Tais Santana/RICTV Curitiba)

A Polícia Federal também descobriu que a fuga em massa na PEP, em 11 de setembro deste ano, na realidade, foi uma fuga frustrada porque foram resgatados os presos de errados. Conforme os delegados, os criminosos que invadiram o presídio deveria libertar os líderes do PCC, mas acabaram quebrando a parede errada, que dava para a cela de outros criminosos.  

Na ocasião, os bandidos explodiram os muros que cercam a PEP e entraram no local atirando. Vinte e oito presos conseguiram fugir durante a confusão, no entanto, cinco acabaram morrendo durante a fuga e operações de captura.  

Ozélio de Oliveira, preso pelo sequestro de Welington Carmargo, irmão dos cantores Zezé Di Camargo e Luciano, foi um dos beneficiados pelo erro dos criminosos. Relembre aqui.

Fuga do Marcola

Durante as investigações, a PF também monitorou o plano de resgate do Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o principal líder do PCC. Ele deveria ser resgatado de um presídio em São Paulo no mês de outubro, mas o plano foi frustrado pela polícia.

Operação Pregadura

A Operação Pregadura, deflagrada simultaneamente em sete estados do país, tinha o objetivo de reprimir crimes cometidos por indivíduos que ocupam posições de liderança no PCC dentro e fora dos sistemas prisionais do Brasil

Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e 29 mandados de prisão preventiva de investigados nas cidades de Porto Velho, Mossoró, Boa Vista, Uberaba, Mato Dourados, Campo Grande, Londrina, Cambará, Curitiba, Araucária, São José dos Pinhais Piraquara, Presidente Bernardes, Presidente Venceslau, Lins, Mairiporã, Ubatuba e São Paulo.

Ainda segundo a coletiva, das 29 pessoas que possuíam mandado de prisão contra elas, 26 já se encontravam detidos em penitenciárias dos sete estados onde a operação ocorreu. Somente no Paraná foram presas 2 pessoas em Curitiba; 13 em Piraquara, 1 em São José dos Pinhais, 1 em Araucária, cidades na região metropolitana de capital; 1 em Londrina e 1 em Cambará, no norte do estado.

*Com informações de Marc Souza, repórter da Record TV

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