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Legalização diminui em 15% o total de abortos em Portugal

Redação RIC Mais
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28 de fevereiro de 2017 - 00:00 - Atualizado em 28 de fevereiro de 2017 - 00:00

Foto: Pixabay

No país, desde 2007 uma lei permite interromper a gravidez até a décima semana

Ao contrário do que muitos receiam, de que a legalização do aborto pode aumentar o número de mulheres apelando ao procedimento, o aborto legalizado em Portugal vêm demonstrando uma realidade diferente.

A lei que permite a interrupção da gravidez no país acaba de completar dez anos. Em 2007, os portugueses foram convocados a se manifestar sobre o tema. Com 59% de votos favoráveis, foi criada a lei que permite a interrupção da gravidez até a décima semana, mesmo que a mulher não tenha sido vítima de estupro ou corra risco de morte, casos já permitidos antes.

O que aconteceu desde então? Em primeiro lugar, explica o jornal português Expresso, a medida tornou possível compilar dados sobre o aborto, ao tornar os casos oficialmente registrados. A partir daí, foi constatado um aumento inicial no número de gravidezes interrompidas – de 18.607, em 2008, para 19.921, em 2011 – mas um queda constante depois, com 15.873 casos em 2015. Em comparação a 2008, é uma queda de 14,7%.

Permitir não seria estimular

Outros números contrariam a ideia de que permitir o aborto é estimular que a mesma mulher o repita. De cada 100 portuguesas que interromperam legalmente a gravidez, 70 nunca tinham feito isso antes, 22 tinham feito uma vez, e as 8 restantes tinham feito duas ou mais vezes. Reforçando esse dado, outro mostra que, após o procedimento, 95,7% das mulheres adotaram um método contraceptivo. 

Se antes de 2007 não havia dados oficiais sobre o aborto em Portugual, uma estimativa falava em mais de 20 mil abortos ilegais por ano na década de 1990. Quando às mortes em abortos clandestinos, 14 delas foram registradas pelo governo entre 2001 e 2007, e apenas uma desde então (desde 2012, nenhuma).

No Brasil, onde o aborto é ilegal, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que uma mulher morra a cada dois dias em abortos clandestinos, o que significa mais de 180 mortes por ano. 

O limite de dez semanas para a interrupção da gravidez, adotado em Portugal, é um dos mais baixos da Europa. Há países, como Suécia, Holanda e Reino Unido, que permitem a interrupção da gravidez até um pouco depois da vigésima semana. 

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