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Laudo aponta que avó de bebê que morreu de fome, em Porecatu, tem problema mental

Criança de um ano foi encontrada morta quando estava sob cuidados da avó, em Porecatu

Guilherme
Guilherme Becker / Editor
Laudo aponta que avó de bebê que morreu de fome, em Porecatu, tem problema mental
Menino tinha um ano e sete meses (FOTO: REPRODUÇÃO/ RIC)

24 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:51

A defesa de Michele Penteado Rodrigues, indiciada por homicídio qualificada pela morte do próprio neto, apresentou um laudo que comprova que a mulher tem problema mental. No dia 17 de maio, deste ano, em Porecatu, o bebê Wyllan Rodrigues foi encontrado morto na casa da avó, que estava cuidando da criança enquanto a mãe do pequeno estava no Mato Grosso em busca de emprego.

Em maio, a avó, a mãe e um bisavô foram indiciados pela morte da criança. Michele e o bisavô foram indiciados pelo crime de homicídio qualificado, por meio cruel e sem possibilidade de defesa da criança. Já a mãe de Wylan, uma adolescente de 17 anos, foi indiciada por ato infracional comparado a homicídio qualificado.

Laudo aponta que avó tem problema mental

Foi a avó da criança que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após perceber que a criança não estava mais respirando. O bebê estava sob os seus cuidados depois que a filha viajou ao Mato Grosso. Entretanto, vizinhos relataram que a mulher não oferecia um bom tratamento ao neto.

Dentro da casa de classe média, a polícia se deparou com condições insalubres como lixo, sujeira, roupas sujas, bebidas, cigarro, comida podre com larvas e fraldas usadas espalhadas pela residência. A avó foi presa logo na madrugada do dia seguinte.

bebe morto porecatu

Ambiente onde a avó mantinha a criança (FOTO: REPRODUÇÃO/ RIC)

Agora, a defesa da avó apresentou um laudo que atesta que Michele Rodrigues tem bipolaridade e depressão. Por isso, o transtorno mental comprometeu parcialmente a capacidade de entendimento, assim, ela não sabia o que estava fazendo no momento.

Deste modo, a farmacêutica deve ficar no Complexo Psiquiátrico em São José dos pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. 

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