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Lucas Sarzi com informações da redação

27 de maio de 2020 - 00:00

Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:41

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Justiça nega liberdade a empresário que causou confusão em supermercado

Justiça nega liberdade a empresário que causou confusão em supermercado
Danir Garbossa, à direita, e Sandra Ribeiro, à esquerda. (Foto: Montagem/RIC Mais)

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus ao empresário Danir Garbossa. O homem se envolveu numa confusão dentro de um supermercado em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que acabou com a morte de uma funcionária do estabelecimento.

A decisão foi tomada pela 1ª Câmara Criminal do TJ-PR, que optou por negar o recurso e manter o empresário preso. O julgamento foi presidido pelo desembargador Antonio Loyola Vieira, e votaram os desembargadores Clayton Coutinho de Camargo, Miguel Kfouri Neto e Paulo Edison de Macedo Pacheco.

O advogado Ygor Nasser, que representa o empresário, disse à reportagem do RIC Mais que não vai se manifestar por enquanto. Já a defesa da família de Sandra, a funcionária morta na confusão, comemorou. “Decisão acertada do Tribunal de Justiça. Resta evidente que o senhor Danir não tem mínimas condições de viver em sociedade. Buscaremos uma pena alta no Tribunal do Júri, compatível com o abalo produzido”, disse o advogado Igor José Ogar.

Danir Garbossa está preso desde o dia 28 de abril, quando a confusão aconteceu dentro do supermercado. O empresário se negou a usar uma máscara de proteção para entrar no supermercado. Mesmo sendo orientado, insistiu e invadiu o local.

Durante a confusão, Danir Garbossa agrediu um funcionário do supermercado e desferiu vários socos no segurança, que chegou para tentar controlar a situação. Os dois então entraram em luta corporal e o segurança disparou para evitar que sua arma fosse tomada pelo empresário.

Na confusão, a funcionária Sandra Ribeiro, de 35 anos, acabou atingida por um tiro no tórax enquanto tentava contornar a situação. Antes de morrer, ela ainda conseguiu andar até a frente do supermercado, mas não resistiu sequer até a chegada do socorro.

Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança. Assista:

Empresário responde por homicídio culposo

O inquérito policial foi concluído onze dias depois da morte da fiscal de caixa Sandra Maria Aparecida Ribeiro. No documento, o delegado responsável pelas investigações, Thiago Wladyca, concluiu que o segurança Willian Pinheiro Soares não foi o responsável pela morte da funcionária do comércio.

O empresário Damir Garbosa foi indiciado por sete crimes: infração de medida sanitária; perturbação da organização do trabalho; dano; injúria; duas lesões corporais e homicídio qualificado com dolo eventual. O delegado que presidiu o inquérito entendeu que Damir Garbosa teria produzido a causa da morte da vítima.