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Justiça determina bloqueio de R$ 1,7 milhão de ex-prefeito de Iporã e outros sete réus

Outras seis pessoas ligadas a ele e uma faculdade particular também estão entre os réus

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais Com informações do Ministério Público do Paraná
Justiça determina bloqueio de R$ 1,7 milhão de ex-prefeito de Iporã e outros sete réus
Foto: Ilustrativa/MPPR

27 de agosto de 2021 - 22:25 - Atualizado em 27 de agosto de 2021 - 22:25

O Juízo da Vara Criminal de Iporã, no noroeste do estado, determinou o bloqueio de bens e valores, no valor de R$ 1,7 milhão, do ex-prefeito da cidade, Roberto da Silva (PSDB), e de mais outros sete réus investigados pela Operação Cleptocracia. O objetivo é investigar a prática de crimes licitatórios, corrupção passiva, falsidade ideológica e peculato no município.

A decisão atende um pedido formulado em ação civil pública por ato de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Paraná, a partir da Promotoria de Justiça da comarca.

Entre os réus, estão o ex-prefeito de Iporã na gestão de 2017 á 2020, seis pessoas ligadas a ele e uma faculdade particular: Caroline Larita Zago Uhdre, Fernando Cezar Almeida, Marcio Dolizete Mugnol Santos, Michell Christian Uhdre, Paulo Henrique Polis e Simone Koyama Feitoza e a Faculdade de Iporã Paraná (FIP). A Justiça determinou ainda a desocupação de um imóvel do município de Iporã cedido irregularmente para a instituição privada de ensino.

Conforme apurou o Ministério Público do Paraná (MPPR), os envolvidos teriam criado a faculdade em nome de “laranjas”. Posteriormente, por ato do então prefeito, teriam cedido irregularmente um imóvel público, no qual havia uma escola municipal, para o funcionamento da faculdade. Além disso, o Município de Iporã teria custeado despesas correntes da instituição.

A operação foi coordenada pelo núcleo de Cascavel do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Iporã, e já resultou no afastamento do prefeito e da procuradora então em exercício, na prisão de cinco pessoas, no cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão e na suspensão de contratos de 12 empresas investigadas.