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Justiça aceita denúncia contra os sete indicados no caso do jogador Daniel

Redação RIC Mais
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28 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 28 de novembro de 2018 - 00:00

O jogador Daniel foi assassinado no dia 27 de outubro em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (Foto: Reprodução/Twitter)

Agora todos os acusados passam a ser réus no processo sobre o assassinato do jogador; o MP-PR ofereceu a denúncia à Justiça na terça-feira (27)

A Justiça do Paraná aceitou nesta quarta-feira (28) a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra os sete investigados pela morte do jogador Daniel Corrêa, de 24 anos.

A partir de agora, todos passam a ser réus no processo. Cada um deles responderá por crimes diferentes de acordo com sua atuação. (Confira abaixo a relação dos crimes)

Na decisão, a juíza Luciani Regina Martins de Paula ainda determinou o sigilo das fotografias que fazem parte do laudo de necropsia e de exame pericial do local da morte, como solicitado pelo Ministério Público e sigilo dos dados das testemunhas sigilosas, principalmente o endereço das mesmas.

Luciani  também ressaltou que a participação de Cristiana na prática do homicídio repousam nos depoimentos das testemunhas sigilosas.

Trecho da decisão que diz respeito a Cristiana Brittes. (Foto: Reprodução/Poder Judiciário)

Denúncia do MP-PR

O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia à Justiça nesta terça-feira (27). As principais diferenças entre o entendimento do MP-PR e o inquérito da Polícia Civil são que:

Cristiana Brittes responderia, de acordo com a PC, por coação de testemunha e fraude processual. No entanto, na denúncia feita pelo MP passou a responder por homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de adolescente.

Evellyn Brisola, amiga de Allana Brittes, que era apenas uma testemunha no inquérito da Polícia Civil passou a ser indiciada por denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho pelo Ministério Público.

Eduardo Purkote Chiuratto que deveria responder por lesões corporais graves, e chegou a ser preso e denunciado pela Polícia Civil ao Ministério Público, não foi indiciado pelo MP-PR.

Confira os crimes pelos quais os réus do Caso Daniel irão responder:

Edison Brittes (38 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e e coação no curso do processo;

Cristiana Brittes (35 anos):  homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;

Allana Brites (18 anos): coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor;

Eduardo da Silva (19 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

Ygor King (19 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

David Willian da Silva (18 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;

Evellyn Brisola (19 anos):  denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.

Indiciados pelo MP-PR por envolvimento no assassinato do jogador Daniel. (Infográfico: Luana Silverio) 
 

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