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Júri popular de Manvailer, réu por feminicídio, será formado por sete homens

A equipe da defesa do réu recusou três mulheres e todos os outros sorteados foram homens

Redação RIC Mais
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Júri popular de Manvailer, réu por feminicídio, será formado por sete homens
(FOTO: REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

4 de maio de 2021 - 10:56 - Atualizado em 4 de maio de 2021 - 13:59

O júri popular de Luis Felipe Manvailer, réu do processo que investiga a morte da advogada Tatiane Spitzner, será formado por uma bancada de sete homens. Durante sorteio dos jurados, na manhã desta terça-feira (4), no Fórum de Guarapuava, a defesa de Manvailer recusou três mulheres, o Ministério Público recusou três homens e todos os outros sete sorteados acabaram sendo do sexo masculino.

Entre as alegações para a desqualificação das mulheres sorteadas, a defesa de Manvailer alegou que elas teriam curtido, no Facebook, uma página a favor de Tatiane Spitzer

Já o Ministério Público dispensou três homens sem motivos. Desta forma os sete jurados que irão julgar o caso são do sexo masculino.

Logo após o sorteio dos jurados foi determinado um intervalo na sessão e o plenário foi preparado para o início do júri.

Testemunha será ouvida por videoconferência

Havia a possibilidade de um novo adiamento do júri popular, pela quarta vez, devido a uma testemunha que não poderá comparecer presencialmente, devido a recuperação da covid-19. Entretanto, no início dos trabalhos, a defesa de Manvailer pediu ao juiz que a testemunha participasse por videoconferência., e o pedido foi aceito. 

Desta forma, a testemunha terá seu depoimento exibido na íntegra, na ordem em que seria ouvida. Assim, isso deixa de ser um impedimento para a realização do júri, que deverá ser realizado normalmente.

OAB acompanha:

O que diz o advogado da família de Tatiane Spitzner:

Com relação ao fato de o júri de Luis Felipe Manvailler ser composto apenas por homens, houve o sorteio de três mulheres, mas elas foram dispensadas pela defesa do réu. Cada parte pode dispensar até 3 testemunhas.

“A tendência é que um júri mais diversificado consiga avaliar os casos sob pontos de vista mais variados, podendo, em teoria, produzir resultado mais democrático. Mas é impossível prever como pensa cada pessoa”, afirma Gustavo Scandelari, advogado que representa a família Spitzner e atua como assistente de acusação.

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