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Jovem fica cega após ser baleada em abordagem da Polícia Militar

Guilherme
Guilherme Becker / Editor
Jovem fica cega após ser baleada em abordagem da Polícia Militar
Jovem continua com a bala alojada no rosto (FOTO: REPRODUÇÃO/ RICTV PR)

30 de maio de 2019 - 00:00 - Atualizado em 30 de maio de 2019 - 00:00

A jovem Andressa Alves Silva, de 18 anos, teve a vida alterada após uma festa em Porecatu, norte do Paraná. Durante uma abordagem da Polícia Militar (PM) no local, um disparo acabou atingindo a cabeça da jovem. Após três dias internada no Hospital Universitário (HU) de Londrina, a mulher foi liberada, entretanto, cega de um olho e com grandes dificuldades de articulação em um lado do rosto.

A bala continua alojada na face da jovem. Os médicos informaram que a remoção pode ser fatal.

Jovem cega baleada clama por ajuda

No dia do acidente, Andressa estava em uma festa com amigos, inclusive com a presença da mãe. Após a chegada da PM a jovem nem percebeu a abordagem e foi surpreendida com o tiro. “A gente não tava fazendo nada demais, não tinha ninguém que usava droga ali. Ali só tinha gente boa, que queria comer uma ‘carninha’, escutar um ‘sonzinho’, não tinha arruaça ali para ter aquilo que eles fizeram. Eles poderiam ter chegado e pedido para abaixar o som, na maior educação, que teríamos feito isso”, conta Andressa.

Devido a uma grave hemorragia, a lesão na visão foi irreversível. Além disso a jovem tem dificuldades para se alimentar. “Eu era uma pessoa que fazia de tudo, tinha minha visão, mexia meu maxilar. Eu tenho até medo de não não abrir mais meu maxilar, porque cega eu já sei que vou ficar. Agora eu quero saber se eu vou ou não abrir mais a minha boca do que isso aqui, eu tenho medo dela paralisar desse tamanho. Porque eu preciso da minha boca de volta para comer as coisas que eu gosto”, conta.

Questionada sobre a vaidade, a jovem não consegue conter as lágrimas.“Eu era, agora eu não estou mais com vontade de me arrumar muito não. Não sou mais a mesma”, fala.

O policial que efetuou o disparo segue preso em uma batalhão na cidade de Rolândia. O soldado responde um inquérito policial militar e também uma investigação da Polícia Civil de Porecatu.

Assista a reportagem do Balanço Geral:

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