Notícias

Jovem demitido por machismo debocha: ‘feminazis, consegui um estágio novo’

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

9 de fevereiro de 2017 - 00:00 - Atualizado em 9 de fevereiro de 2017 - 00:00

Post polêmico que causou demissão de jovem na empresa (Foto: Reprodução/Facebook)

Construtora demitiu jovem por posts machistas feitos por ele no Facebook

O estudante de engenharia Civil Gabriel Vaz foi desligado da empresa Cantareira Construtora e Imobiliária, em Maringá, no Norte do Estado, na terça-feira (6), após posts machistas em uma rede social.

O jovem tirava fotos dentro do local de trabalho com legendas provocativas, como por exemplo, “Analisando um projeto hidrossanitário da rede de esgoto por onde vai passar os argumentos das feministas, aborteiras e etc…” ou “Procurando alguma feminista para ajudar a descarregar (o caminhão), direitos iguais até a carga de cimento”.

Depois de analisar as publicações, a empresa Cantareira decidiu desligar o estagiário, conforme nota: “Apesar das fotos terem sido feitas em nossos empreendimentos, ressaltamos que não reflete a opinião do grupo, mas particular. O Grupo Cantareira despreza qualquer incitação de ódio e preconceito.”

Arrependido?

Na quinta-feira (8), Vaz fez uma publicação no Facebook pedindo desculpas pela situação causada por ele: “Quero frisar que foi uma brincadeira, essa entre meus amigos que pensam como eu (…) nunca imaginei que teria a repercussão nacional que teve. As coisas saíram do controle e, pela minha família, pelos amigos, pela empresa, pelas pessoas que me seguem: Desculpem-me”.

Porém, uma hora depois do pedido de desculpas, o estudante continuou com o tom de deboche em outras postagens na rede social, se referindo novamente ao movimento feminista: “Oi feminazis, a empresa Allezia me ofereceu um estágio novo e melhor!”. A imprensa também não escapou dos posts do jovem: “Politicamente correto é o mal da nossa sociedade! (Alguns repórteres querendo entrevista)”.

Um fã clube foi criado para o estudante depois da repercussão nacional que obteve. A equipe do RIC Mais procurou o jovem, mas ainda não houve resposta.

Empresa polêmica

Recentemente a empresa de móveis Alezzia também esteve no meio de uma polêmica envolvendo machismo. Alguns seguidores da página da empresa no Facebook criticaram o uso de mulheres seminuas em seus anúncios, condenando a estratégia de objetificação da mulher. Parecendo não se importar muito com a repercussão negativa, a marca passou a responder os usuários com ironia.

Além disso, em resposta a um comentário, a Alezzia lançou um “desafio”. Se a seguidora conseguisse baixar a nota da marca no Facebook para 1.1 até Janeiro de 2017, ela ganharia um cupom de R$ 10 mil para gastar na loja virtual da empresa. Caso não chegue, a AACD (Associação de Apoio a Criança com Deficiência) ganha um cupom de 5 mil. Se a avaliação chegar a 4, a mesma entidade recebe 10 mil. Isso gerou uma guerra de avaliações negativas e positivas.

Em sua página no Facebook, a empresa confirmou que ofereceu um estágio de verão de 30 dias para Gabriel Vaz. No texto, a Alexia dissse que “a punição dele” (demissão) foi desproporcional. “Até porque não havia nenhum tipo de referência à empresa. Era claramente uma opinião particular”, diz a nota.

Leia mais

Campanha convida homens para conversa sobre violência contra mulheres

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.