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Jovem de 14 anos atira no pai e prova o sangue antes de fugir

O adolescente se apresentou à polícia na última quarta-feira (26) para prestar esclarecimentos

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações do ND+
Jovem de 14 anos atira no pai e prova o sangue antes de fugir
(Foto: Pedro Paulo Angioletti/Rádio Araguaia)

27 de maio de 2021 - 11:47 - Atualizado em 27 de maio de 2021 - 11:47

Um jovem de 14 anos atirou no pai na tarde de quinta-feira (20), em Brusque, Santa Catarina. O homem de 54 anos foi encaminhado em estado grave ao hospital após ser atingido por um tiro na cabeça e, segundo boletim médico, segue internado em estado gravíssimo

De acordo com o delegado Alex Bonfim, vizinhos contaram que a relação entre pai e filho era conturbada e que, apesar das discussões frequentes, as brigas nunca chegaram a vias de fato. A última discussão entre os dois foi ouvida na quarta-feira (19) e teria continuado na quinta-feira (20). Em um determinado momento o adolescente entrou na casa, pegou a arma do pai, um revólver calibre .32, e atirou.

Após efetuar o disparo, o jovem fugiu do local, mas se apresentou à polícia na última quarta-feira (26), segundo informações do ND+.

Em depoimento à polícia, uma testemunha que presenciou os fatos afirmou que o adolescente afirmou que teria provado o sangue do pai antes de fugir. A testemunha também contou que o jovem não esboçou remorso e, após atirar no pai, se aproximou dele, colocou a mão no sangue que escorria e levou à boca para provar o gosto.

“Restou claro que o único suspeito era o adolescente infrator. Com base nessas informações preliminares e tendo em vista que o adolescente tinha sumido, a Polícia Civil representou por um mandado de busca e apreensão de adolescente. Todavia, não foi localizado e na tarde de hoje (quarta, 26) o advogado e a mãe do adolescente compareceram na Delegacia de Polícia para apresentá-lo e para que ele fosse inquirido e pudesse apresentar a sua versão”, diz Reis.

Em depoimento, o jovem confessou que atirou contra o pai porque ele era muito violento e agressivo. Segundo o delegado, ele insinuou que teria agido em legítima defesa. 

“A Polícia Civil não acredita nessa versão, considerando que o pai foi alvejado na cabeça enquanto estava no banheiro e, ademais, pelo fato de que o adolescente tinha outros familiares, a mãe dele morava em Brusque, ele poderia residir com a mãe ao invés de ficar com o pai”., afirmou. 

Reis ressalta que não há dúvidas sobre a autoria do crime, mas ainda existem algumas questões a serem esclarecidas e, por isso, a Polícia Civil ainda segue com o inquérito policial. O jovem deve responder por tentativa de patricídio.

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