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José Dirceu deixa a prisão em Curitiba sob protestos; veja o vídeo

Redação RIC Mais
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3 de maio de 2017 - 00:00 - Atualizado em 3 de maio de 2017 - 00:00

Jose Dirceu em foto de quando foi preso pela Polícia Federal (Foto: Jacques Andre Lepine/ Estadão Conteúdo)

Depois de sair da cadeia, Dirceu foi levado à sede da Justiça Federal para colocar a tornozeleira eletrônica

Por volta das 16h10 desta quarta-feira (3), José Dirceu deixou o Complexo Médico-Penal, de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Condenado a 32 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa – em duas ações penais da Operação Lava Jato -, o ex-ministro chefe da Casa Civil (Governo Lula) foi solto por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

O petista foi levado pela Polícia Federal à sede da Justiça Federal, na capital paranaense, para colocar a tornozeleira eletrônica.

O advogado de defesa de José Dirceu, Roberto Podval, considerou um erro a apresentação da terceira denúncia contra o ex-ministro pela força tarefa da Operação Lava Jato. “Eles (procuradores) têm poder e precisam ter esse equilíbrio, consideramos um exagero”, disse.

Opinião RIC: Existem fundamentos jurídicos para soltar José Dirceu

Na frente da Justiça Federal, um grupo de apoio ao ex- ministro se manifestava. “Consideramos a prisão arbitrária, a nossa Justiça desrespeita a própria Constituição.”

Na terça-feira (2), por três votos a dois, os ministros da Segunda Turma do STF acolheram pedido de habeas corpus feito pela defesa do petista. Dirceu estava preso desde 3 de agosto de 2015, por ordem do juiz Sérgio Moro, que comanda os processos da Lava Jato na primeira instância. Nesse intervalo, ele foi condenado em duas ações penais da Lava Jato, somando pena de 32 anos e um mês de cadeia, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Quadro histórico de seu partido, do qual foi fundador e presidente, Dirceu está solto, mas vai permanecer sob vigilância ininterrupta, com tornozeleira eletrônica.

O magistrado não decretou prisão domiciliar para o ex-ministro porque isso implicaria em abatimento da pena imposta ao petista.

Veja o vídeo dos protestos na saída do Complexo Médico Penal, em Pinhais, e também em frente à sede da Polícia Federal e na Justiça Federal, onde o petista colocou a tornozeleira eletrônica:

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