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Jogador Daniel: suspeito ouviu o jogador engasgando com o próprio sangue

Redação RIC Mais
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11 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 11 de novembro de 2018 - 00:00

Os jovens são suspeitos de ter ajudado Edison Brittes Júnior a matar o jogador Daniel.(Foto: Almir Junior/RICTV Curitiba)

Daivid Willian da Silva é um dos suspeitos pelo crime e prestou depoimento na sexta (9); o jogador Daniel Corrêa Freitas foi morto na manhã de 27 de outubro

Um suspeito pela morte do jogador Daniel Corrêa Freitas afirmou em depoimento, colhido na nesta sexta-feira (9), que ouviu o atleta engasgando com o próprio sangue na estrada rural onde ele foi assassinado e abandonado. Daivid Willian da Silva, de 18 anos, que iniciou um relacionamento amoroso com Allana Brittes, filha de Edison Brittes, dias antes do crime, participou das agressões contra o atleta e está preso. 

Jogador Daniel: depoimento Daivid

Em depoimento, o jovem alegou que auxiliou nas agressões contra o jogador Daniel que ocorreram dentro da residência da família Brittes, mas que não teve participação no assassinato. Conforme o documento, Deivid não conhecia o jogador até o dia do crime, mas conversou com ele a respeito de futebol antes de ir dormir.

Jogador Daniel: depoimento de Daivid Willian da Silva sobre a assassinato.(Imagem: Reprodução/Depoimento)

Daivid também contou que quando chegou no quarto do casal Brittes, o jogador Daniel, vestido de cueca e camiseta, já estava sendo agredido por Edison. E que ali, diante da acusação de que o jogador estaria tentado estuprar Cristiana Brittes, esposa de Edison, todos ajudam nas agressões contra o atleta.

Jogador Daniel: depoimento de Daivid Willian da Silva sobre a assassinato.(Imagem: Reprodução/Depoimento)

Celular provoca ira no assassino confesso do jogador Daniel

Ele afirmou que foi intimado por Edison Brittes, junto com seu amigo Ygor, para entrar no veículo no qual o atleta foi levado no porta-malas. E, também contou que após ver alguma coisa em um celular – que Daivid não sabe dizer de quem era – Edison teria ficado descontrolado e decidiu matar o jogador Daniel

Jogador Daniel: depoimento de Daivid Willian da Silva sobre a assassinato.(Imagem: Reprodução/Depoimento)

Após Edison dizer que iria matar o jogador Daniel, todos que estavam no veículo teriam incentivado Edison para apenas largar o jovem em algum lugar para que ele fosse humilhado, pois ele já teria ganhado o que merecia. No entanto, o assassino confesso seguiu até a Colônia Mergulhão e parou. No local, ele teria dito para que ninguém descesse do carro, mas Eduardo desceu mesmo assim. É nesse momento, que Daivid conta a parte mais chocante do crime, a hora da morte do jogador Daniel, quando ele teria sido parcialmente degolado por Edison Brittes. No entanto, Daivid conta que não desceu do carro e nem viu o que estava acontecendo. 

Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, de 19 anos, primo de Cristiana, deverá ser ouvido pela polícia na manhã de segunda-feira (12).

Suspeito ouve jogador Daniel engasgando

Jogador Daniel: depoimento de Daivid Willian da Silva sobre a assassinato.(Imagem: Reprodução/Depoimento)

 

Jogador Daniel: depoimento de Daivid Willian da Silva sobre a assassinato.(Imagem: Reprodução/Depoimento)

Brittes troca de roupa e joga faca em riacho 

Daivid informou à polícia que após sair do local, Edison deu R$ 50,00 para que ele descesse e comprasse uma roupa para o assassino confesso, a qual ele vestiu ainda na frente do comércio. E, que na sequência, foram até um posto de combustível, onde ele novamente desceu e comprou dois litros de água para que Edison pudesse limpar o sangue das mãos. As roupas, juntamente com a faca usada para assassinar e extirpar o pênis do jogador Daniel, foram jogadas em um riacho. 

Jogador Daniel: depoimento de Daivid Willian da Silva sobre a assassinato.(Imagem: Reprodução/Depoimento)

Daivid finalizou sua versão alegando que “estava no lugar errado, na hora errada e com as pessoas erradas”.

Jogador Daniel: Depoimento Ygor

Ygor King, de 19 anos, amigo de Deivid, também prestou depoimento na sexta (9). Conforme sua versão, no sábado (27), ele trabalhou como garçom até o início da madrugada, e, só então, seguiu para a comemoração dos 18 anos de Allana, que ocorria em uma casa nortuna. Posteriomennte, assim como seu amigo Daivid, ele seguiu para a casa dos Brittes e participou do ‘after’ até a confusão em torno do jogador Daniel começar.

Jogador Daniel: depoimento de Ygor King sobre a assassinato. (Imagem: Reprodução/Depoimento)

 

A versão dada pelo suspeito é a mesma dada por Daivid. Ambos afirmaram que ajudaram a espancar Daniel, mas não colaboraram com o assassinato ocorrido em uma estrada rural da Colônia Mergulhão. O suspeito ainda confirmou que convidado por Allana para voltar até a casa no domingo (28). Porém, no local, nenhum deles comentou sobre o ocorrido. Ele ficou sabendo apenas mais tarde, pela imprensa, que o jogador foi morto. “Posteriomente, soube pela TV do acontecido. Que ficou com medo e pensou em procurar a polícia, mas não fez por medo de alguma represália de Edison”, diz o documento.  

Jogador Daniel: depoimento de Ygor King sobre a assassinato. (Imagem: Reprodução/Depoimento)
Coletiva de imprensa sobre o caso do jogador Daniel

Conforme Amadeu Trevisan, delegado responsável pelo caso, os depoimentos colhidos na sexta-feira foram essenciais para esclarecer detalhes de como tudo aconteceu depois que o jogador Daniel foi levado da casa da família Brittes. Já que na ocasião de seu depoimento, Edison Brittes se negou a contar como matou o vítima

Para ele, todos os depoimentos colhidos até o momento reforçam a tese de que Edison teria encontrado o Daniel na cama com a esposa e tomado uma atitude desmedida. “Eu tenho certeza que houve um exagero muito grande na reação de Edison Brittes. Não havia a menor necessidade disso, ele teve tempo para pensar no que ele ia fazer, ele sai de casa com a vítima no porta-malas, ele roda de 15 a 20 minutos com todos eles dizendo para que simplesmente deixasse a vítima nua em algum lugar para passar vergonha. Ele teve tempo”, declarou o delegado. Ele ainda afirmou ter certeza que a família Brittes mentiu em seu depoimento.

Ainda de acordo com o delegado, a versão dos dois suspeitos será comparada com a perícia realizada na estrada rural e na plantação de pinus onde o jogador foi morto. “Essa perícia que vai nos dizer o que realmente aconteceu, além desses depoimentos. […] Na casa nós já sabemos tudo o que aconteceu”. 

Presos pela morte de Daniel Corrêa

Até o momento seis pessoas foram presas por envolvimento com a morte do jogador. São elas:

Edison, assassino confesso do jogador Daniel, preso Centro de Triagem 1 da Polícia Civil em Curitiba;

Cristiana Brittes, esposa de Edison, presana Penitenciária Feminina do Paraná (PFP) em Piraquara, na RMC;

Allana Brittes, filha de Edison, presta também Penitenciária Feminina do Paraná (PFP) em Piraquara, na RMC;

Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, de 19 anos, primo de Cristiana, detido em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná e que deverá ser transferido para SJP

Daivid Willian da Silva, de 18 anos, namorado de Allana, preso na Delegacia da Polícia Civil de São José dos Pinhais

Ygor King, de 19 anos, amigo de Daivid, preso na Delegacia da Polícia Civil de São José dos Pinhais

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