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Por que o isolamento social não é recomendado apenas para o grupo de risco?

Além da possibilidade de ser um paciente assintomático, as pessoas fora de risco podem carregar o vírus em objetos, superfícies, etc. Dessa forma a transmissão ocorre mais rapidamente, pois o vírus é dispersado por todos os lugares, deixando as pessoas que fazem parte do grupo de risco ainda mais vulneráveis à doença.

Larissa
Larissa especial e exclusivo para o RIC Mais
Por que o isolamento social não é recomendado apenas para o grupo de risco?

27 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 27 de abril de 2020 - 00:00

Uma questão frequentemente levantada e debatida é o isolamento social para pessoas que não fazem parte do grupo de risco. Muitos são a favor e outros são contra a aplicação dessa medida de prevenção, mas você sabe por que é recomendado que todos sigam esta regra? Entenda.

Isolamento vertical x isolamento horizontal

Para distinguir o isolamento apenas do grupo de risco e aquele aplicado para todas as pessoas existem duas nomenclaturas: isolamento vertical e isolamento horizontal.

O primeiro se refere à quarentena apenas para um grupo específico de pessoas. Podem ser idosos, crianças, doentes crônicos, etc. No caso da Covid-19 o isolamento vertical implementado em muitos países é válido apenas para o grupo de risco da doença, que são idosos e pessoas com doenças crônicas. 

Por sua vez o isolamento horizontal é o que vem sendo aplicado no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus. Ele não limita grupos e é válido para todas as pessoas, dentro ou fora do grupo de risco. O objetivo é restringir ao máximo o contato entre as pessoas, buscando evitar uma grande propagação da doença.

Contato com o grupo de risco

O primeiro fator que faz com que a recomendação do isolamento social seja para todos é o contato com o grupo de risco. Em grande parte dos casos, as pessoas que estão fora de risco acabam levando o vírus até alguém que faz parte do grupo, quebrando a barreira que o isolamento cria. Se todos permanecerem de quarentena as chances desse tipo de transmissão acontecer são bem menores, garantindo mais segurança também para aqueles que correm mais riscos.

Pacientes assintomáticos

Outro ponto relevante para o isolamento social de pessoas fora do grupo de risco é a incidência de pacientes assintomáticos. Em muitos casos uma pessoa pode contrair o vírus e não apresentar sintomas da doença. Dessa forma muitos, sequer, sabem que estão contaminados e acabam transmitindo o vírus para outras pessoas, inclusive as que fazem parte do grupo de risco.

Evitar a dispersão do vírus

Além da possibilidade de ser um paciente assintomático, as pessoas fora de risco podem carregar o vírus em objetos, superfícies, etc. Dessa forma a transmissão ocorre mais rapidamente, pois o vírus é dispersado por todos os lugares, deixando as pessoas que fazem parte do grupo de risco ainda mais vulneráveis à doença.