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Investigador diz que jogador Daniel estava vivo quando pênis foi decepado

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

21 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 21 de fevereiro de 2019 - 00:00

DEPOIS DE TRÊS DIAS, AS AUDIÊNCIAS DO CASO DANIEL SÃO ADIADAS ATÉ ABRIL (FOTO: MONTAGEM/RIC MAIS)

A audiência será retomada nos dias 1, 2 e 3 de abril para o colhimento dos depoimentos de testemunhas de defesa e dos próprios réus

Marcelo Brandt, investigador que participou do inquérito policial sobre o assassinato do jogador Daniel Corrêa Freitas, afirmou nesta quarta-feira (20), em depoimento na audiência de instrução do caso, no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, que acredita que o atleta teve o pênis decepado antes de ser morto.

Morte brutal de jogador

Para afirmar isso, o investigador se baseia no que pôde observar na cena do crime, já que o laudo da pericia feita pelo Instituto Médico Legal (IML) não foi capaz de concluir qual foi a ordem em que os fatos ocorreram, apenas atestando que ocorreram em momentou muito próximos. Segundo Brandt, no dia 27 de outubro de 2018, na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, Daniel foi “emasculado vivo [extirpação da genitália], pois o sangue foi projetado para longe do cadáver. Segurado de pé e emasculado na rua”, para em seguida ter seu pescoço cortado.

“Concluímos que tinha uma poça grande de sangue e outra menor à frente. A poça grande foi onde teve a mutilação, a pressão arterial alta. Onde levou a facada, tinha menos sangue”, disse Brandt, que ainda concluiu: “Para um homem que quer defender a honra de uma pessoa, qual seria a graça de capar com a pessoa morta? Não tem lógica”.

Pena pode ser ampliada

O fato é de grande relevância para o prosseguimento do julgamento, já que, se comprovado que o pênis foi decepado antes do assassinato do jogador, é possível concluir que houve tortura, o que ampliaria a pena aplicada aos envolvidos. Interrogado pela polícia, Edison Brittes preferiu ficar em silêncio quando questionado sobre o fato. A pergunta deve ser respondida apenas com o réu em juízo, quando a audiência for retomada nos dias 1, 2 e 3 de abril para o colhimento dos depoimentos de testemunhas de defesa e dos próprios réus. De acordo com Nilton Ribeiro, que defende a família de Daniel, a pausa foi determinada pela juíza Luciane Regina Martins de Paula e acontece para que os advogados possam ajustar suas agendas com as datas de audiências.

Família Brittes acena para ‘torcida’

O terceiro dia de audiências de instrução do processo sobre o crime que vitimou o jogador Daniel Corrêa no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, proporcionou uma cena inusitada. Cristiana Brittes, Allana Brittes e Edison Brittes, entre sorrisos, jogaram beijos aos amigos que estavam presentes no local (assista vídeo abaixo).

Quem esteve no local, pôde ainda ouvir os gritos de ‘força’ feitos especialmente aos Brittes. Segundo as próprias mulheres, algumas delas são amigas da família e testemunhas que estiveram na festa de aniversário de Allana, em uma casa noturna em Curitiba, que antecedeu o assassinato de Daniel. 

Audiência de instrução do Caso Daniel

Nesta quarta-feira (20), ocorreu o último dia da primeira fase das audiências de instrução do processo sobre a morte do jogador Daniel Correa, que acontecem no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Foram ouvidas 13 testemunhas desde a última segunda-feira (18) . Ao todo, 77 pessoas foram arroladas entre a defesa e acusação. Serão ouvidas as testemunhas de acusação, de defesa e, por último, os réus.

Na quarta-feira (21), o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) irá julgar um pedido de habeas corpus feito em favor de Allana Brittes. Caso a Justiça aceite, ela poderá responder à acusação em liberdade. 

Veja quem são os acusados

Edison Brittes (38 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e coação no curso do processo;

Cristiana Brittes (35 anos):  homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;

Allana Brites (18 anos): coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor;

Eduardo da Silva (19 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

Ygor King (19 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

David Willian da Silva (18 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;

Evellyn Brisola (19 anos):  denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho. Evellyn é única que não está presa.

(Infográfico: Luana Silvério)

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