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Vacinas contra a covid-19 começam a ser testadas em mulheres grávidas

Os dados até agora sugerem que mulheres grávidas com a covid-19 têm taxas mais altas de doença grave. Elas também possuem taxas mais altas de complicações da gravidez

Reuters
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Vacinas contra a covid-19 começam a ser testadas em mulheres grávidas
(Foto: Ilustração/ Pixabay)

18 de fevereiro de 2021 - 20:42 - Atualizado em 24 de fevereiro de 2021 - 13:30

Por Julie Steenhuysen e Michael Erman

A Pfizer e a BioNTech anunciaram que já começaram um estudo internacional, com 4 mil mulheres grávidas saudáveis, para testar a segurança e eficácia das vacinas contra a covid-19. 

Mulheres grávidas têm risco maior de desenvolver a covid-19 grave, e muitas autoridades de saúde pública já recomendaram que algumas mulheres em profissões de alto risco tomem vacinas contra o coronavírus mesmo sem provas de que o imunizante é seguro para elas.

O Dr. William Gruber, vice-presidente sênior de pesquisa clínica e desenvolvimento da Pfizer, disse em entrevista que a companhia pode ter os resultados até o quarto trimestre de 2021. 

Gruber afirmou que os dados até agora sugerem que mulheres grávidas com a covid-19 têm taxas mais altas de doença grave. Elas também possuem taxas mais altas de complicações da gravidez, como nascimento prematuro, quando comparadas com mulheres grávidas não infectadas pelo coronavírus.

O risco aumentado é o motivo pelo qual as agências reguladoras norte-americanas e conselheiros de saúde pública “estão interessados em conduzir o estudo – para que as pessoas possam ter as informações completas sobre o perfil de segurança”, disse ele.

Na semana passada, os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA pediram maior inclusão de mulheres grávidas e lactantes em pesquisas de vacinas da covid-19.

(Reportagem de Julie Steenhuysen em Chicago e Michael Erman em Maplewood, Nova Jersey)

 

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