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Vacina da Sinopharm é 79% eficaz contra Covid-19 e buscará aprovação na China

Reuters
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Vacina da Sinopharm é 79% eficaz contra Covid-19 e buscará aprovação na China
Logo da Sinopharm em Pequim

30 de dezembro de 2020 - 09:33 - Atualizado em 30 de dezembro de 2020 - 09:35

PEQUIM/CINGAPURA (Reuters) – Uma filiada à farmacêutica estatal chinesa Sinopharm disse nesta quarta-feira que sua vacina contra Covid-19 mostrou 79,34% de eficácia e que solicitou uma aprovação regulatória para o medicamento, ficando um passo mais perto de ter a primeira vacina aprovada na China para o público em geral.

A taxa de eficácia, que se baseia em uma análise provisória de testes clínicos de estágio avançado, é menor do que os 86% da mesma vacina anunciada pelos Emirados Árabes Unidos no dia 9 de dezembro, com base em dados preliminares de testes deste país.

Uma porta-voz não quis explicar a discrepância e disse que resultados detalhados serão divulgados mais tarde, sem informar um cronograma.

Dados de eficácia das candidatas a vacina contra Covid-19 de fabricantes chineses, que estão sendo cogitadas por muitos países em desenvolvimento para campanhas de inoculação em massa, vêm sendo divulgados de maneira fragmentada.

Especialistas de saúde alertam que uma divulgação a conta-gotas sem detalhes suficientes pode minar a confiança nas vacinas.

Na quinta-feira, pesquisadores turcos disseram que seus dados provisórios de uma vacina contra Covid-19 desenvolvida pela chinesa Sinovac Biotech mostrou 91,25% de eficácia, mas no mesmo dia o Brasil divulgou que a eficácia da vacina ficou entre 50% e 90%, o que gerou um conflito de informações.

Embora a eficácia das vacinas desenvolvidas na China fique atrás das taxas de sucesso de mais de 90% das vacinas rivais da Pfizer e de sua parceira BioNTech e da Moderna, ela evidencia o progresso feito pela China na corrida global para criar vacinas contra Covid-19 eficientes.

A China, cujo presidente, Xi Jinping, prometeu fazer das vacinas domésticas um bem público global, obteve vários acordos de suprimento de vulto com países como a Indonésia e o Brasil – os países mais populosos do sudeste da Ásia e da América Latina, respectivamente.

Mas nenhuma das farmacêuticas chinesas já divulgou dados de eficácia detalhados.

“Acho que é uma notícia muito positiva. Os resultados de outras vacinas contra Covid… também foram divulgados inicialmente em comunicados à imprensa muito curtos, e dentro de algumas semanas mais detalhes foram fornecidos”, disse Benjamin Cowling, professor de saúde pública da Universidade de Hong Kong.

Mas especialistas alertaram que ainda é cedo para concluir o quão bem sucedida é a vacina da Sinopharm.

(Por Roxanne Liu, Miyoung Kim e Ryan Woo)

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