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UE vai manter restrições a viagens não essenciais entre medidas caóticas em fronteiras

Reuters
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UE vai manter restrições a viagens não essenciais entre medidas caóticas em fronteiras
Controle sanitário no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris

23 de fevereiro de 2021 - 20:49 - Atualizado em 23 de fevereiro de 2021 - 20:51

Por Gabriela Baczynska e Sabine Siebold

BRUXELAS/BERLIM (Reuters) – Líderes governamentais da União Europeia irão acertar na quinta-feira a manutenção de restrições a viagens não-essenciais dentro da UE apesar do Executivo do bloco ter pedido a seis países aliviarem as restrições de fronteira na terça-feira. 

Medidas unilaterais feitas por países membros da UE para combater a propagação de novas variantes do coronavírus interromperam o fluxo de bens e produtos no mercado comum do bloco composto por 27 países, arriscando até o fechamento de partes da fronteira entre França e Alemanha. 

Esboços das conclusões para uma videoconferência de líderes da UE na quinta e sexta-feira, vistas pela Reuters, dizem que os governos vão concordar que as viagens não essenciais no bloco precisam continuar restritas já que o risco de contágio da Covid-19 continua sério e as novas variantes do vírus representam desafios adicionais. 

“Medidas restritivas em relação a viagens não essenciais ainda podem ser necessárias para conter a propagação do vírus”, disse o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, em uma carta escrita aos líderes governamentais da UE antes da reunião.

A Comissão Europeia, que representa o Poder Executivo do bloco, busca uma abordagem coordenada para restrições de fronteiras entre Estados da UE. A comissão disse na terça-feira que deu 10 dias para Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Hungria e Suécia justificarem suas restrições unilaterais, que segundo o comissário de Justiça, Didier Reynders, haviam “ido longe demais”. 

Um porta-voz da Comissão Europeia disse que o bloco arrisca “fragmentação e interrupções ao livre movimento e para as cadeias produtivas – algo que testemunhamos de novo nas últimas semanas”. 

(Reportagem adicional de Michel Rose em Paris e Kate Abnett em Brussels)

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