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Reino Unido amplia lockdowns ao ver disparada de variante do vírus da Covid

Reuters
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Reino Unido amplia lockdowns ao ver disparada de variante do vírus da Covid
Pessoas fazem fila em supermercado de Londres em meio a novas medidas de restrição

30 de dezembro de 2020 - 15:34 - Atualizado em 30 de dezembro de 2020 - 15:35

LONDRES (Reuters) – O governo britânico disse nesta quarta-feira que submeterá grande parte da Inglaterra a restrições mais rígidas para a Covid-19 em reação a uma variante altamente infecciosa do vírus que está se alastrando pelo país.

O número de casos subiu acentuadamente no Reino Unido nas últimas duas semanas, e o primeiro-ministro, Boris Johnson, foi forçado a descartar uma amenização das regras durante o Natal depois que uma nova variante que é até 70% mais transmissível do que a original foi descoberta.

O governo, que relatou mais 981 mortes do vírus nas últimas 24 horas, disse que três quartos da população inglesa estará na escala mais alta de restrições a partir da 0h01 de quinta-feira –o que contempla 44,1 milhões de pessoas.

Nestas áreas, negócios do setor de hospedagem e lojas não-essenciais estão fechados e vizinhos não podem interagir.

O secretário da Educação, Gavin Williamson, disse que as escolas secundárias adiarão e escalonarão a reabertura depois do Natal para permitir a realização de exames, e algumas escolas primárias das áreas mais atingidas não acolherão todos os alunos.

“O NHS (Serviço Nacional de Saúde) está sob uma pressão muito significativa”, disse o secretário da Saúde, Matt Hancock, a parlamentares.

“Infelizmente, agora esta nova variante está se espalhando pela maior parte da Inglaterra e os casos estão dobrando rápido. É, portanto, necessário adotar a Escala 4 em uma área mais ampla”.

Londres e áreas circunvizinhas foram sujeitas à recém-criada Escala 4 no dia 19 de dezembro. As Midlands, o nordeste, partes do noroeste e partes do sudoeste se juntarão a elas na quinta-feira.

O Reino Unido tem um dos maiores números de mortes da Europa e sofre com a contração econômica mais profunda da pandemia.

(Por Paul Sandle e Kate Holton)

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