Internacionais

Primeiro-ministro do Paquistão acusa Macron de ataque ao Islã e “encorajamento” a cartuns blasfemos

Reuters
Reuters

25 de outubro de 2020 - 15:48 - Atualizado em 25 de outubro de 2020 - 15:48

ISLAMABAD (Reuters) – O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, afirmou neste domingo que o presidente da França, Emmanuel Macron, “atacou o Islã” ao incentivar a exibição de desenhos retratando o Profeta Maomé.

Os comentários de Khan acontecem dias após Macron homenagear um professor francês de História que foi decapitado por um radical islâmico que queria vingar o uso de cartuns retratando o Profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão.

“Infelizmente, o presidente Macron optou por provocar deliberadamente os muçulmanos, incluindo seus próprios cidadãos, por meio do incentivo à exibição de caricaturas blasfemas contra o Islã e nosso Profeta”, disse Khan no Twitter.

Os muçulmanos consideram qualquer representação do Profeta Maomé uma blasfêmia. Macron disse que o professor era um herói.

Khan alega que Macron poderia ter sido mais cuidadoso e combater os extremistas, mas em vez disso “escolheu encorajar a islamofobia atacando o Islã ao invés de atacar os terroristas que praticam violência, sejam muçulmanos, supremacistas brancos ou ideólogos nazistas”.

A França testemunhou nos últimos anos uma série de ataques violentos por militantes islâmicos, incluindo o ataque à revista satírica Charlie Hebdo em 2015 e os assassinatos e ataques a bomba em novembro de 2015 no teatro Bataclan e em localidades de Paris que mataram 130 pessoas.

(Reportagem de Gibran Peshimam)

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.