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Prefeita de Bogotá pede reconciliação após mortes em protestos

Reuters
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13 de setembro de 2020 - 15:52 - Atualizado em 13 de setembro de 2020 - 15:52

Por Luis Jaime Acosta e Oliver Griffin

BOGOTÁ (Reuters) – A prefeita de Bogotá pediu por perdão e reconciliação neste domingo, depois que os protestos na capital da Colômbia deixaram 10 civis mortos e centenas de feridos.

Manifestantes em Bogotá e na cidade satélite de Soacha protestaram nesta semana contra a morte de Javier Ordonez, aos 46 anos, na última quarta-feira. Um vídeo amplamente compartilhado mostrou o pai de dois filhos sendo repetidamente alvejado pela polícia com uma arma de choque. Ele morreu mais tarde no hospital.

“Estamos aqui hoje para pedir perdão a todas as vítimas da brutalidade policial”, disse a prefeita Claudia Lopez durante um evento televisionado para homenagear as vítimas dos protestos.

Sete jovens, incluindo adolescentes, morreram após serem baleados em Bogotá durante os protestos na quarta-feira. Outras três pessoas morreram em conexão com os atos na noite de quinta-feira, incluindo uma mulher que foi atropelada por um ônibus público roubado.

Três pessoas também foram mortas em Soacha durante os protestos.

“Pedimos de todo o coração que se faça justiça, porque sabemos de outros incidentes semelhantes que ficaram impunes e não queremos que o mesmo aconteça com cada uma destas vítimas”, disse Bryan Baquero, cuja irmã Angie foi morta nos protestos.

Lopez reiterou seu apelo para que a polícia seja transformada em uma organização civil ao invés de militar. A polícia na Colômbia está sob a jurisdição do Ministério da Defesa.

A polícia disse que Ordonez foi encontrado bebendo álcool na rua com amigos, violando as regras de distanciamento social pelo coronavírus. Dois policiais implicados na morte de Ordonez foram demitidos e enfrentam acusações de abuso de autoridade e homicídio.

Outros cinco policiais ligados à sua morte foram suspensos.

O ministro da Defesa, Carlos Holmes Trujillo, pediu perdão pela brutalidade policial na sexta-feira, enquanto o presidente Ivan Duque disse que nenhum abuso por parte das forças de segurança será tolerado.

Centenas de civis ficaram feridos durante os confrontos entre manifestantes e policiais, com dezenas de feridos por tiros em Bogotá.

Cerca de 200 policiais também ficaram feridos, enquanto pelo menos 60 delegacias de polícia foram vandalizadas, assim como dezenas de veículos de transporte público.