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Perda global de florestas tropicais foi “persistente” em 2020, mas sudeste da Ásia oferece esperança

Reuters
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Perda global de florestas tropicais foi “persistente” em 2020, mas sudeste da Ásia oferece esperança
Vista de área desmatada na Floresta Nacional Bom Futuro, em Rondônia

31 de março de 2021 - 13:50 - Atualizado em 31 de março de 2021 - 13:51

Por Michael Taylor

KUALA LUMPUR (Thomson Reuters Foundation) – A perda de florestas tropicais atingiu seu terceiro maior nível em quase duas décadas no ano passado, apesar de uma conservação melhor em partes do sudeste da Ásia, disseram pesquisadores nesta quarta-feira, alertando para o risco do desmatamento crescente enquanto nações reativam economias abaladas pela pandemia.

A perda de 4,2 milhões de hectares de florestas primárias –áreas intactas de árvores antigas– igualou o tamanho da Holanda, de acordo com dados da entidade Global Forest Watch (GFW) e da Universidade de Maryland.

“2020 deveria ter sido um ano marcante para todos estes compromissos internacionais… e na verdade estamos vendo as coisas seguirem na direção errada”, disse Mikaela Weisse, diretora de projetos do serviço de monitoramento florestal da GFW administrado pelo World Resources Institute (WRI), um centro de estudos situado em Washington.

Um grupo de marcas globais não atingiu uma meta de 2020 de comprar somente commodities produzidas de maneira sustentável, e o objetivo apoiado por mais de 200 países, empresas e grupos ecológicos de reduzir a perda de florestas naturais ao menos pela metade até 2020 tampouco foi concretizado.

“O ritmo persistente” do desmatamento nos trópicos é “certamente algo que nos preocupa”, disse Weisse à Thomson Reuters Foundation.

Derrubar florestas tem grandes implicações para as metas globais de contenção da mudança climática, já que as árvores absorvem cerca de um terço das emissões de carbono que aquecem o planeta produzidas em todo o mundo.

As florestas também proporcionam alimento e subsistência a povos que vivem nelas ou em suas proximidades, são um habitat essencial para a vida selvagem e auxiliam o regime tropical de chuvas.

O WRI disse que a perda de florestas primárias, que atingiu uma alta recorde em 2016 e 2017, foi cerca de 12% maior em 2020 do que em 2019.

Os três principais países com perda de floresta primária no ano passado foram Brasil, República Democrática do Congo (RDC) e Bolívia, disseram pesquisadores do WRI.

O Brasil mais uma vez liderou a lista de perda anual de floresta primária com 1,7 milhão de hectares em 2020, mais de três vezes o segundo com maior perda e um aumento de 25% em relação a 2019, disseram.

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702)) REUTERS AC

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