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Palestinos aprovam vacina russa contra Covid-19 para uso em áreas autônomas

Reuters
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Palestinos aprovam vacina russa contra Covid-19 para uso em áreas autônomas
Profissional de saúde enche seringa com vacina Sputnik V contra Covid-19 em Rostov-On-Don, na Rússia

11 de janeiro de 2021 - 15:49 - Atualizado em 11 de janeiro de 2021 - 15:50

MOSCOU/RAMALLAH, Cisjordânia (Reuters) – O Ministério da Saúde da Autoridade Palestina aprovou a principal vacina russa contra Covid-19, conhecida como Sputnik V, para uso em território palestino autônomo, informou o fundo soberano da Rússia nesta segunda-feira.

Na Cisjordânia ocupada por Israel, a ministra palestina da Saúde, Mai Alkaila, confirmou que seu ministério concedeu “aprovação de emergência” para que a vacina russa seja administrada em áreas limitadas governadas pelos palestinos.

As entregas devem ser concluídas no primeiro trimestre deste ano, de acordo com o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), responsável pela comercialização da vacina no exterior.

O RDIF não informou quantas doses serão enviadas para a Autoridade Palestina, que administra partes da Cisjordânia sob acordos de paz provisórios com Israel, mas disse que os suprimentos virão de parceiros de produção na Índia, China, Coreia do Sul e outros lugares.

Ele também não divulgou os acordos financeiros, mas disse anteriormente que a Sputnik V custaria menos de 20 dólares por dose. O preço inclui a primeira injeção e o reforço, que é injetado 21 dias depois.

A Autoridade Palestina informou posteriormente que alocaria 10,5 milhões dólares para a primeira fase da vacinação, dentro de dois meses. O custo final será de 21 milhões de dólares, disse o gabinete do primeiro-ministro palestino Mohammed Shtayyeh em um comunicado.

Questionado se Israel permitiria que os palestinos importassem as vacinas, o vice-ministro da Saúde israelense, Yoav Kisch, disse à Rádio do Exército: “Qualquer coisa que tenha a ver com a saúde pública da Autoridade Palestina é cuidada por eles, (então) acho que eles têm essa liberdade”.

(Reportagem de Polina Ivanova e Vladimir Soldatkin em MOSCOU, Ali Sawafta em RAMALLAH)

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