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Países recorrem a exame rápido de antígeno para conterem segunda onda de Covid

Reuters
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Países recorrem a exame rápido de antígeno para conterem segunda onda de Covid
Profissional de saúde durante teste de antígeno para detecção de Covid-19 em Madri

13 de outubro de 2020 - 15:30 - Atualizado em 13 de outubro de 2020 - 15:30

Por John Miller e Caroline Copley

ZURIQUE/BERLIM (Reuters) – Países que estão com dificuldade para conter uma segunda onda de Covid-19 estão apelando para exames mais rápidos e baratos, mas menos precisos, para evitar os atrasos e a escassez que vêm prejudicando os esforços para diagnosticar e rastrear os infectados rapidamente.

A Alemanha, onde as infecções aumentaram 4.122 nesta terça-feira e chegaram a 329.453, garantiu 9 milhões dos chamados exames de antígeno, que dão resultados em questão de minutos e custam cerca de 5,90 dólares cada, por mês –o que, em tese, cobriria mais de 10% de sua população.

Os Estados Unidos e o Canadá também estão comprando milhões de exames, assim como a Itália, cuja licitação recente para 5 milhões de exames atraiu ofertas de 35 empresas.

O Instituto Robert Koch (RKI) alemão agora recomenda exames de antígeno para complementar os exames existentes de PCR, que se tornaram o padrão para se detectar infecções ativas, mas que também se tornaram escassos porque a pandemia sobrecarregou os laboratórios e reduziu a capacidade produtiva dos fabricantes.

Os exames de PCR detectam material genético no vírus, enquanto os de antígeno detectam proteínas na superfície do vírus, mas os dois são concebidos para captar infecções ativas. Outro tipo de exame, este para anticorpos que o corpo produz em reação a uma infecção, pode ajudar a determinar se alguém já teve Covid-19.

(Por John Miller em Zurique, Caroline Copley em Berlim, Emilio Parodi e Giselda Vagnoni em Milão, Josephine Mason em Londres, Bart Meijer em Amsterdã e Matthias Blamont em Paris)

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