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Otan deve se adaptar a ameaças globais, e não só às russas, diz relatório

Reuters
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Otan deve se adaptar a ameaças globais, e não só às russas, diz relatório
Logo da Otan no prédio da empresa

1 de dezembro de 2020 - 15:53 - Atualizado em 1 de dezembro de 2020 - 15:56

Por Robin Emmott

BRUXELAS (Reuters) – A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) precisa ampliar consideravelmente sua abrangência para ajudar a lidar com a mudança climática, pandemias futuras e o terrorismo ao mesmo tempo em que se concentra em novas ameaças de segurança da China, disse nesta terça-feira um novo relatório de alto nível encomendado pela aliança militar.

Vista como uma relíquia da Guerra Fria por alguns até a anexação russa da Crimeia em 2014, a Otan encontrou um novo propósito em sua modernização militar, mas agora precisa “desempenhar um papel maior na ordem internacional”, disse o relatório de 67 páginas apresentado aos ministros das Relações Exteriores da entidade.

“A Otan precisa se adaptar para atender as necessidades de um ambiente estratégico mais exigente, marcado pela volta da rivalidade sistêmica, de uma Rússia persistentemente agressiva, da ascensão da China”, disse.

Encomendado em meio a dúvidas sobre o objetivo e a relevância de uma aliança que o presidente francês, Emmanuel Macron, descreveu no ano passado como vítima de “morte cerebral”, o relatório também citou a necessidade de a Otan ajudar contra ataques de militantes, desenvolver uma estratégia para seu flanco sul e estar mais preparada para mudanças tecnológicas.

“Onde a Otan enfrentou uma grande ameaça na Guerra Fria… hoje enfrenta dois rivais sistêmicos, a ameaça duradoura do terrorismo (e) a instabilidade ao longo da periferia sul da Otan”, postulou o relatório de um grupo de especialistas, referindo-se a China e Rússia.

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