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OMS aprova vacina da AstraZeneca/Oxford para uso emergencial

Reuters
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15 de fevereiro de 2021 - 15:50 - Atualizado em 15 de fevereiro de 2021 - 15:55

GENEBRA (Reuters) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta segunda-feira a vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford contra o coronavírus para uso emergencial, ampliando o acesso ao imunizante relativamente barato para o mundo em desenvolvimento.

“Agora temos todas as peças prontas para a rápida distribuição de vacinas. Mas ainda precisamos aumentar a produção”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

A aprovação da agência de saúde vem dias depois de um painel da OMS fornecer recomendações preliminares sobre a vacina, dizendo que duas doses com um intervalo de cerca de 8 a 12 semanas devem ser administradas a todos os adultos e podem ser usadas em países com a variante sul-africana do coronavírus também. A injeção AstraZeneca/Oxford foi aclamada porque é mais barata e fácil de distribuir do que alguns imunizantes rivais, incluindo o da Pfizer/BioNTech.

A OMS disse que aprovou a vacina da AstraZeneca-SKBio (da Coreia do Sul) e do Instituto Serum, da Índia.

Quase 109 milhões de pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo e mais de 2,5 milhões morreram, de acordo com uma contagem da Reuters.

As infecções foram relatadas em mais de 210 países e territórios desde que os primeiros casos foram identificados na China em dezembro de 2019.

As doses da vacina da AstraZeneca representam a maior parte do esquema de compartilhamento de vacina do consórcio Covax contra o coronavírus, com mais de 330 milhões de imunizantes devendo começar a ser distribuídos para os países mais pobres a partir do final de fevereiro.

A OMS estabeleceu o processo de uso de emergência para ajudar os países mais pobres, sem seus próprios recursos regulatórios, a aprovar rapidamente medicamentos para novas doenças como o Covid-19.

O Covax Facility, que é co-liderado pela GAVI, a Organização Mundial da Saúde, e outras, disse que as doses cobririam uma média de 3,3% da população total de 145 países participantes.

(Por John Revill, John Miller, Michael Shields em Zurique)

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