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Norte-americanos celebram o 4 de Julho após cancelamentos em 2020 por pandemia

Reuters
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4 de julho de 2021 - 15:20 - Atualizado em 4 de julho de 2021 - 15:20

Por Barbara Goldberg

NOVA YORK (Reuters) – Os norte-americanos comemoraram o 245º aniversário de seu país neste domingo com fogos de artifício que podem parecer mais brilhantes, cachorros-quentes que podem ter um sabor mais suculento e bandas que podem soar mais alegres depois que a pandemia de coronavírus forçou o cancelamento de quase todas as comemorações no ano passado.

Como sempre, fogos de artifício são o destaque do feriado de 4 de Julho. Dois dos maiores shows pirotécnicos do país vão ocorrer acima do National Mall, em Washington, e em um trecho de um quilômetro do East River, em Nova York, que separa Manhattan dos bairros do Queens e do Brooklyn.

Apesar de ter sido reduzido pelo Covid-19, o concurso de comida de cachorro-quente da rede de hot dogs Nathan’s Famous, em Coney Island, no Brooklyn, mais uma vez emocionou multidões socialmente distantes quando o campeão Joey Chestnut quebrou seu próprio recorde mundial ao abater 76 cachorros-quentes em 10 minutos. Foi um mais do que ele engoliu no ano passado, o que lhe deu a 14ª vitória.

O feriado de 4 de Julho deste ano –após a morte de 600 mil norte-americanos por Covid-19 e em meio a um aumento de casos pela variante Delta, mais agressiva– foi um momento para os norte-americanos mostrarem seu patriotismo e celebrarem um novo senso pessoal de liberdade ao se misturarem com amigos mais uma vez e curtirem os prazeres simples do verão.

Mas o 4 de Julho deste ano não foi totalmente despreocupado. O Departamento de Segurança Interna dos EUA alertou polícias estaduais e locais na semana passada sobre o aumento da ameaça de violência por grupos extremistas domésticos em meio a restrições relaxadas da Covid-19 e ao feriado de 4 de Julho.

A expectativa era que este feriado de 4 de Julho fosse o mais movimento já visto, com cerca de 43,6 milhões de norte-americanos ao volante, ou 5% a mais do que o recorde anterior estabelecido em 2019, disse a Associação Automobilística Americana.

Aleksandra Magidoff, uma menina de 12 anos do Brooklyn, viajou para um subúrbio de Nova Jersey para se reconectar com uma amiga de longa data e sua família. Eles estão entre os mais de 3,5 milhões de pessoas que se mudaram de Nova York, que foi o epicentro da pandemia nos EUA em seu início no ano passado.

“Estou tão animada, posso falar com eles e comemorar com eles e apenas socializar!” disse Magidoff, que foi totalmente vacinada sob o enorme modelo em tamanho real de uma baleia azul no Museu Americano de História Natural de Nova York. As garotas planejavam devorar “um monte de hambúrgueres e cachorros-quentes” antes de assistirem ao show de fogos de artifício em um parque de diversões em Nova Jersey, disse ela.

No último dia 4 de Julho, ela assistiu a fogos de artifício do telhado de seu prédio enquanto estava sob lockdowns, podendo comemorar apenas com sua família imediata.

Em Washington, as máscaras devem ser usadas por qualquer pessoa não vacinada que esteja entre as 1 mil pessoas presentes na celebração do 4 de Julho do presidente Joe Biden no gramado da Casa Branca com trabalhadores essenciais e famílias de militares, disseram as autoridades.

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